Empresário moçambicano

Empresário moçambicano – O Tribunal Municipal de Viana, na província de Luanda, faz hoje a leitura da sentença de julgamento do empresário moçambicano Shahid Mohamed, indiciado pelo crime de falsificação do prazo de validade de diversos produtos.

O empresário, proprietário da empresa Iberoriente, está em julgamento na sequência da abertura de um processo crime, depois de ter havido uma denúncia que dava conta da probabilidade de a Iberoriente estar a alterar, com recurso a uma impressora, as datas de validade de produtos como o desodorizante da marca “Dove” e o ambientador spray “Aier-Wick”.

Citado na edição desta terça-feira (04 de Maio de 2021) do “Jornal de Angola” ontem, em tribunal, Moniz Narciso, oficial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), confirmou ter o órgão operativo do Ministério do Interior chegado à empresa de Shahid Mohamed depois de uma denúncia.

O investigador Moniz Narciso, que chefiou a equipa de agentes do SIC que se deslocou à empresa do réu, disse terem sido apreendidos no local “tickets” por ter havido fortes suspeitas de terem sido cortados recentemente, para a actualização do prazo de validade de produtos.

Um representante do Ministério Público perguntou a Shahid Mohamed se os produtos apreendidos estavam, ou não, em condições para o consumo humano, ao que ele respondeu, sem hesitar, que sim, sublinhando, ainda, que estavam dentro do prazo de validade.

O empresário moçambicano refutou a posição do Ministério Público com o argumento de que a impressora, apreendida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), era utilizada apenas para imprimir traduções nos produtos com rótulos na língua inglesa.

O réu Shahid Mohamed alegou que decidiu fazer transcrições, porque alguns clientes exigiam, nas tampas de produtos, a visibilidade das datas de produção e de expiração.

O empresário moçambicano de origem árabe não confirmou na audiência de julgamento se foi autuado em flagrante delito, como se lê no despacho de pronúncia, escreve o mesmo diário.

Sobre este assunto, o réu alegou que, quando agentes da Polícia e do SIC chegaram à sua empresa, estava sentado e a acompanhar a descarga de um contentor, no interior de um armazém.

Na sessão desta segunda-feira, o Tribunal Municipal de Viana, arredores de Luanda, capital angolana, ouviu, como testemunha do réu, Joana Pedro Costa, que trabalha para a Iberoriente há 10 anos.

Na defesa de Shahid Mohamed, Joana Pedro Costa referiu que, quando os agentes chegaram, estava no escritório a responder a alguns e-mails.

A funcionária arrolada como testemunha acentuou que, à chegada da equipa de agentes da Polícia e do SIC, o empresário estava a acompanhar a descarga de um contentor no armazém da empresa, em Viana, onde a Ibororiente tem uma forte presença comercial.

O representante do Ministério Público referiu que o réu cometeu o crime de que é acusado, mas apelou ao juiz da causa ponderação, tendo em conta a idade do empresário.

O advogado do réu disse não haver provas suficientes para a condenação do seu constituinte.

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