Malária já matou 98 pessoas este ano em Niassa

Noventa e oito pessoas perderam a vida devido à malária nas unidades sanitárias da província do Niassa, num universo de 391.253 casos diagnosticados no primeiro semestre deste ano.

Em comparação com o mesmo período de 2024, quando se registaram 57 mortes e 273.997 casos, os números representam um aumento de 71,9 por cento nos óbitos associados à doença.

Os dados foram revelados recentemente durante a Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços de Representação do Estado, que alertou para o agravamento da situação, especialmente nos distritos de Cuamba, Lago, Lichinga, Mandimba, Marrupa e Mecanhelas, apontados como os mais afectados, quer em número de casos, quer em óbitos.

“A malária continua a ser o principal problema de saúde pública na província. Precisamos do envolvimento activo de todos — governo, comunidades e parceiros — para inverter este cenário”, afirmou o porta-voz do Conselho, sublinhando a importância da educação comunitária e da mobilização social para travar a propagação da doença.

Redactor

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