Fazem exames vaginais sem permissão das visadas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de divulgar dados no mínimo escandalosos: 60 por cento dos exames vaginais e até 75 por cento dos procedimentos ginecológicos extremamente sensíveis são realizados sem o consentimento das pacientes.
Em bom rigor, isso significa que seis em cada dez exames vaginais e três em cada quatro intervenções delicadas ocorrem sem autorização prévia da mulher.
Dados disponíveis referem que na região da África Subsaariana, onde se estimam terem ocorrido cerca de 68 milhões de partos em 2025, aproximadamente 41 milhões de mulheres poderão ter sido submetidas a exames vaginais não consentidos, enquanto 52 milhões correm o risco de passar por procedimentos sensíveis sem permissão.
Em Moçambique, com cerca de 1,25 milhão de partos por ano, a estimativa é de que pelo menos 750 mil mulheres enfrentem exames invasivos sem consentimento e até 940 mil sejam submetidas a intervenções delicadas sem qualquer consulta prévia. Especialistas alertam que, para muitas mulheres, esses números representam experiências profundamente traumáticas, desde a falta de voz em decisões sobre o próprio corpo até tratamentos desrespeitosos que deixam marcas físicas e emocionais duradouras.
Redactor
Este artigo foi publicado em primeira mão na edição em PDF do jornal Redactor do dia 15 de Agosto de 2025.
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