Mocímboa da Praia em evacuação
Diversos serviços públicos, incluindo os de registos e notariado de Mocímboa da Praia, estão a ser deslocados para a vila de Mueda, sede do distrito com o mesmo nome, no interior da província nortenha moçambicana de Cabo Delgado, na sequência dos repetidos ataques armados de grupos jihadistas e consequente debandada dos residentes.
Nem os apelos das autoridades locais, acompanhadas de promessas de dias melhores para breve (ver edição do jornal Redactor Nº 7160, pág. 3, do dia 24 de Setembro de 2025), logram persuadir as pessoas a permanecerem a vila que já esteve meses a fio nas mãos dos elementos presumivelmente associados ao Estado Islâmico e que atacam Cabo Delgado desde Outubro de 2017.
Alguns dos docentes e discentes com locais alternativos relativamente seguros estão, igualmente, a abandonar a vila sede de Mocímboa da Praia, nos últimos dias constantemente assediada por extremistas do Al Sunna Wa Jammah, localmente também chamado de Al Shabaab.
Mesmo os funcionários de uma escola erguida paredes-meias com um agrupamento de tropas das Rwanda Defense Force optaram por abandonar Mocímboa da Praia, numa aparente expressão de quebra de confiança nos efectivos castrenses ruandeses que estão em Moçambique a apoiar as tropas governamentais a combater os insurgentes.
Ao que o Redactor apurou, as únicas instituições que estão a oferecer serviços em Mocímboa da Praia são os militares e paramilitares.
Redactor
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