Senhor Presidente, não é só com polícia que se combate ao crime! — JÚLIO CUMBE
É visível e desgostoso que os laços de convivência, união, proteção e construção da segurança comunitária se rasgaram. Diante disso, o policiamento tenta substituir um papel que, historicamente, pertence à comunidade.
Nas zonas urbanas e suburbanas, raros, senão inexistentes, são os encontros à volta do canhueiro, da mafureira ou da mangueira frondosa, com o objectivo de sair com soluções para os problemas da comunidade. Isso porque conhecíamos quem é quem, nos conhecíamos, sabíamos o que cada um fazia e com quem andava. Assim sendo, o malfeitor não vinha de longe.
Não se substitui a comunidade; alia-se a ela no combate ao crime. Ainda que a polícia, mesmo formada, não escape à síndrome de “estudar para sentar numa sala com ar condicionado, chegar e sair à hora que quiser”. Poucos querem ir ao campo, ensolarado ou não.
E a perda de confiança na polícia?
Poucos são os que respeitam o uniforme da Polícia. Porquê? Simples: a Polícia especializou-se em maltratar o povo, em “phandar”, em abrigar drogados e “nhonguistas”.
Não em conversar, informal e formalmente, com o povo.
Precisamos de nos unir e resgatar as arcaicas, mas contemporâneas, formas de manter a paz. Paz que não significa ausência de conflitos, mas conflitos geridos para que não terminem em pólvora.
É para clarificar que a solução da criminalidade está, também, com a população, elemento-chave na resolução de crises, como a dos assassinatos de mulheres, das violações sexuais e dos desaparecimentos e mais.
Engajemo-nos a sentar e conversar. Juntos, teremos soluções para a crise moral, cultural e existencial de Moçambique.
Este artigo foi publicado em primeira mão na edição em PDF do jornal Redactor do dia 22 de Dezembro de 2025.
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