Venâncio Mondlane apela a protesto silencioso para esta terça-feira

Venâncio António Bila Mondlane, líder do partido ANAMOLA, convoca para esta terça-feira um protesto silencioso à escala nacional, alegadamente em memória do Coordenador Político desta organização na cidade de Chimoio, capital da província central moçambicana de Manica, morto no sábado a noite por desconhecidos.

Através de uma comunicação numa “live” na sua página do facebook., Mondlane pede aos membros e simpatizantes do ANAMOLA em particular e aos moçambicanos em geral a interromperem por cinco minutos, a partir das 13 horas desta terça-feira, todos os afazeres, em memória do assassinado Anselmo Abílio Vicente.

Será um minuto de silencio, seguido por dois minutos a entoar o hino nacional de Moçambique e outros tantos entoando o hino do partido ANAMOLA, detalhou Venâncio Mondlane, também apelidado de VM7.

“Todos devemos estar vestidos de luto”, exortou Mondlane, referindo ainda que depois dos cinco minutos de silencio, “que devem ser filmados e partilhados nas redes sociais”, todos devem retomar as suas actividades.

Venâncio Mondlane apela a todos os automobilistas a tocarem as buzinas das suas viaturas, vincando que em nenhum momento devem protagonizar actos de violência.

As autoridades da saúde e da Polícia da República de Moçambique (PRM), confirmaram aos órgãos de comunicação social a morte a tiros do Coordenador Político do ANAMOLA no passado sábado.

Mouzinho Manasse, da PRM em Chimoio, explicou que os indivíduos que praticaram o crime continuam a monte e ao encalço das autoridades e as investigações realizadas indicam que os criminosos faziam transportar numa viatura de marca Isuzu, de cor vermelha abriram fogo e de seguida colocaram-se em fuga.

Em alguns círculos este apelo de Mondlane está a ser encarado como um “testar das águas políticas” e noutros suscita temores cavados, tendo em memória os efeitos das manifestações que ocorreram em Moçambique entre Outubro de 2024 e Março de 2025, com um rescaldo de centenas de mortes, numerosos feridos e detidos, para além de destruições incalculáveis que inclusivamente precipitaram centenas ao desemprego e traumas.

©Redactor

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