“Chapeiros” forçam recalendarização de avaliações escolares
Transportadores privados de passageiros da cidade de Maputo, também conhecidos por “chapeiros”, que têm vindo a dificultar a movimentação de pessoas e bens na capital moçambicana, fizeram com que as autoridades locais se vissem na contingência de recalendarizar as avaliações acadêmicas que de forma periclitante decorreram na semana que agora termina.
Mas, para suavizar o quadro, o secretário do Estado na Cidade de Maputo, Joaquim Vicente, optou por referir que os alunos não conseguiram fazer as provas na quinta-feira devido à chuva registada em quase todo o dia “e também pela falta de transporte”, esta última agravada pela greve dos transportadores contra a subida dos preços do combustível.
Joaquim Vicente referiu que a situação impossibilitou que os estudantes chegassem a tempo à escola para realizarem as avaliações trimestrais que arrancaram segunda-feira, com as autoridades a garantirem tolerância para realizarem as provas perdidas na próxima semana, por se compreender de que “estes factores são alheios” aos alunos, pais e encarregados de educação.
Falando na abertura do evento organizado pelo Centro Provincial de Educação à Distância (CPED) da cidade de Maputo, que decorreu sob o lema “educação à distância como pilar do desenvolvimento sustentável, da inclusão, da resiliência e da qualidade”, Joaquim Vicente defendeu uma educação que responda às exigências científicas e tecnológicas no mundo actual.
“O investimento em tecnologias educativas e em modelos flexíveis de ensino não é uma opção secundária, mas sim, uma necessidade estratégica para garantir sistemas educativos resilientes e preparados para o futuro”, acrescentou.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu haver “grandes desafios” na mobilidade urbana em Maputo, apesar da recente entrega de mais de 190 autocarros a gás, incluindo 40 para reforçar o transporte escolar, juntamente com outros 10 que seguiram para a província de Inhambane, também no Sul do país, avançando que decorrem esforços para construção do metro de superfície.
O preço do gasóleo subiu em 07 de Maio 45,5% e o da gasolina 12,1% por litro, com o Governo a justificar a revisão em alta dos combustíveis com os preços praticados a nível internacional. Um litro de gasolina passou a custar 93,69 meticais, face aos anteriores 83,57 meticais, enquanto o gasóleo passou de 79,88 meticais para 116,25 meticais.
O gás de cozinha subiu de 86,05 meticais para 87,82 meticais por quilograma e o gás natural veicular de 41,11 meticais para 52,73 meticais por litro.
©Redactor
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