5.ª edição do Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical
A Escola de Pós-Graduação (EPG) da Universidade Politécnica procedeu, recentemente, ao lançamento da 5.ª edição do Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical, um dos programas académicos de referência da instituição na área das ciências da saúde.
Trata-se de um curso concebido para reforçar competências técnicas, científicas e investigativas no domínio da saúde pública e da medicina tropical, áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Na ocasião, a vice-reitora Académica da Universidade Politécnica, Marisa Mendonça, destacou que a abertura desta nova edição representa a reafirmação do compromisso da instituição com a formação avançada em áreas críticas para o desenvolvimento do país, sobretudo num contexto em que os desafios da saúde pública se tornam cada vez mais complexos, particularmente no domínio das doenças tropicais.
“Este mestrado assume-se como um instrumento essencial para a qualificação de quadros capazes de responder com rigor científico e sentido ético às necessidades de Moçambique. Que esta edição seja marcada pela excelência, pelo compromisso e pela contribuição efectiva para a melhoria da saúde pública no nosso país”, frisou.
Por sua vez, o director da EPG, Pedro Baltazar, sublinhou que a saúde pública e a medicina tropical exigem não apenas conhecimento técnico e científico, mas também humanidade, coragem ética e um forte compromisso com a vida, numa altura em que os sistemas de saúde enfrentam desafios cada vez mais complexos.
“Lembrem-se de que não estão apenas a acumular conhecimentos. Estão, também, a preparar-se para servir à sociedade, para responder aos desafios sanitários do nosso tempo e para transformar sofrimento em esperança através da ciência”, afirmou.
O responsável acrescentou, ainda, que cada pesquisa desenvolvida poderá contribuir para salvar vidas, proteger comunidades e reduzir desigualdades, defendendo que os estudantes devem “assumir-se como investigadores comprometidos com a ética, a ciência e a construção de uma sociedade mais humana e inclusiva”.
A qualidade científica e pedagógica do programa é assegurada por um rigoroso processo de selecção do corpo docente, composto integralmente por doutorados com sólida experiência académica, científica e profissional.
O curso conta ainda com a colaboração de docentes estrangeiros de elevado prestígio internacional, com destaque para o Professor Jorge Atouguia, especialista português em Saúde Pública, Medicina Tropical e Medicina do Viajante, antigo coordenador científico do programa.
Entre as suas credenciais destacam-se funções de direcção clínica em Lisboa, presidência da Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante, bem como uma vasta experiência de docência e investigação em instituições de referência internacionais, incluindo Portugal e Espanha.
Na sequência das transformações impostas pela pandemia da Covid-19, a Universidade Politécnica reajustou o modelo de funcionamento dos seus programas de pós-graduação, adoptando o regime híbrido de ensino. Esta abordagem permitiu ampliar significativamente o alcance geográfico do curso, possibilitando a participação de estudantes residentes em diferentes províncias do País.
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