BCI reforça proximidade com empresas
O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) reiterou hoje, em Maputo, o compromisso de aprofundar a proximidade com as empresas moçambicanas, defendendo o conhecimento directo dos seus negócios como condição para disponibilizar soluções financeiras adequadas ao investimento e ao crescimento.
A posição foi defendida pelo administrador do BCI, Raúl Almeida, durante a 22.ª edição do Economic Briefing, iniciativa da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), dedicada à análise da actividade empresarial no segundo trimestre de 2026 e às perspectivas da economia moçambicana.
O encontro ficou marcado pelo anúncio de uma ligeira recuperação do Índice de Robustez Empresarial, evolução que, segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, reflecte a capacidade de resiliência e adaptação das empresas nacionais.
“Esta evolução demonstra capacidade de resiliência e adaptação das empresas nacionais, sem significar, contudo, que os problemas estruturais estejam ultrapassados”, afirmou Massingue.
Na sua intervenção, Raúl Almeida considerou que a proximidade entre a banca e o sector empresarial é determinante para identificar as reais necessidades das empresas e estruturar respostas financeiras ajustadas.
“A nossa perspectiva faz-se através de uma coisa simples: proximidade. Para avaliarmos bem as necessidades das empresas, temos de as conhecer”, afirmou o administrador do BCI.
“Temos de conhecer não apenas os seus indicadores económico-financeiros, mas também os empresários, os seus projectos, as suas operações e as suas necessidades, para podermos mobilizar os instrumentos mais apropriados”, acrescentou.
Segundo Raúl Almeida, esta abordagem permite ao banco compreender a realidade específica de cada negócio e mobilizar mecanismos de financiamento e acompanhamento adequados aos desafios enfrentados pelas empresas, incluindo projectos de investimento, expansão e criação de valor.
O administrador do BCI destacou igualmente o papel das pequenas e médias empresas (PME) no desenvolvimento da economia nacional, apelando a uma acção coordenada entre instituições financeiras, empresas e demais intervenientes do sector privado.
“Estamos convictos de que as PME vão ter um papel determinante. O apelo é para trabalharmos todos em conjunto, porque juntos somos mais fortes para que o sector empresarial cresça, haja mais emprego, o País cresça e, com isso, os moçambicanos sejam efectivamente beneficiados”, concluiu.
O BCI celebra este ano três décadas de actividade em Moçambique e afirma manter o compromisso de acompanhar as empresas, apoiar os seus desafios de financiamento e contribuir para converter investimento empresarial em crescimento e desenvolvimento económico.
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