Produzidas 30 toneladas de batata/ha em Boane

Um agricultor do distrito de Boane, na província de Maputo, Sul de Moçambique, alcançou uma produtividade de 30 toneladas de batata por hectare (ha) e empregou 25 trabalhadores sazonais, após beneficiar de formação e acesso a insumos agrícolas, segundo uma nota informativa da organização Solidaridad.

Arlindo Elias Massingue (na imagem de destaque), de 47 anos e pai de sete filhos, participa na iniciativa de Promoção da Agricultura Regenerativa para Meios de Subsistência Sustentáveis (PRASL), desenvolvida em parceria pela Solidaridad África Austral, Fundação HEINEKEN África, Kvuno e Hiveonline.

Segundo a nota, assinada pelo gestor de projecto Dionísio Novele, o produtor enfrentava dificuldades no acesso a sementes certificadas, fertilizantes e pesticidas, agravadas pela insuficiência de conhecimentos técnicos e de assistência à produção. Os baixos rendimentos agrícolas comprometiam a alimentação da família e o pagamento das despesas escolares dos filhos.

Integrado numa cooperativa, Massingue passou a frequentar formações sobre agricultura adaptada às condições climáticas e técnicas de produção de batata, incluindo gestão do solo, rotação de culturas e controlo integrado de pragas e doenças.

O apoio incluiu o acesso a insumos agrícolas e assistência técnica, com a participação dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) e da Bayer, refere o documento.

A aplicação das práticas recomendadas permitiu ao agricultor atingir uma produtividade de 30 toneladas por hectare, um aumento face às campanhas anteriores, segundo a nota da Solidaridad enviada ao jornal Redactor, que, lamentavelmente, não apresenta valores de comparação nem identifica a campanha agrícola em causa.

Durante a época de produção de batata, Massingue empregou 25 trabalhadores sazonais da comunidade, na maioria mulheres e jovens. Com as receitas da colheita, adquiriu uma motobomba para rega e introduziu uma cultura adicional, não especificada na nota, para diversificar a produção.

A organização associa o aumento dos rendimentos a uma maior regularidade na alimentação do agregado familiar e no pagamento das despesas escolares.

“No passado, tinha dificuldades para sustentar a minha família sozinho. Desde que comecei a cultivar batata através da iniciativa da Solidaridad, a minha vida mudou: tenho agora um rendimento estável, comprei a minha própria motobomba e apoio outros membros da cooperativa”, afirmou Massingue, citado no aludido documento.

©Redactor

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