Dívida: PM tranquilisa
O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, garante que o Governo não vai prejudicar as áreas essenciais do seu programa, devido aos compromissos com a dívida externa, defendendo medidas equilibradas para resolver a situação.
“Dar prioridade ao pagamento das dívidas, em prejuízo do financiamento de projectos prioritários constantes do Programa Quinquenal do Governo, tais como agricultura, educação, saúde, água seria não ir ao encontro dos compromissos assumidos com a população moçambicana”, afirmou, quinta-feira, Agostinho do Rosário no encerramento da sessão extraordinária do parlamento para debate das chamadas dívidas escondidas.
O primeiro-ministro Moçambicano também afastou a hipótese de alguns empréstimos serem considerados nulos, assinalando que essa decisão seria danosa para a imagem do país.
“Não reconhecer as dívidas contraídas, evocando nulidade dos contratos celebrados, apesar de tal opção ser aliciante e simplificada, teria consequências bem mais negativas na economia e na boa imagem do país, perante os credores internacionais”, declarou Agostinho do Rosário.
Rosário realçou que o executivo está a trabalhar para encontrar o equilíbrio adequado entre a necessidade de honrar os compromissos assumidos com as dívidas o imperativo de financiamento das prioridades do desenvolvimento económico do país.
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