Graves falhas de governação
Graves falhas de governação – Moçambique celebrou 43 anos de independência em Junho de 2018. Não são muitos anos para um país, mas também não são poucos tendo em conta que Moçambique tem pessoas que vivem e pensam. Se fosse homem ou mulher teria família ou filho maior de idade.
Entretanto, governantes do país de 43 anos ainda se comportam como crianças de tenra idade a todos os níveis, de topo à base ou vice-versa.
Teve que ser o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, a descobrir que um hospital distrital em Niassa estava sujo. O director do referido hospital insistia em dar justificação sobre a sujidade na sua unidade sanitária.
Algures em Homoine, província de Inhambane, o chefe do Estado foi descobrir que chefes de postos administrativos não sabiam nada do que se passava nas escolas e noutros sectores nas suas respectivas áreas de jurisdição.
Em plena cidade capital do país, foi o chefe do Estado quem descobriu cartas antigas na caixa de reclamações da Escola Secundaria Francisco Manyanga. Ninguém ligara às preocupações colocadas pelos autores das cartas.
Foi o Presidente da República quem descobriu falta de pneus e ou baterias que tinham paralisado autocarros da empresa municipal dos transportes de passageiros.
Foi Filipe Nyusi quem foi ao local falar com a população revoltada com a falta de passadeira e de iluminação na recém-construída estrada circular de Maputo.
No entanto, em Niassa, Inhambane e no Maputo têm governadores e directores provinciais, administradores e directores distritais e directores de instituições que deviam velar pelo bom funcionamento das instituições sob sua tutela.
Sou crítico das presidências abertas exageradas nas províncias, porque os dirigentes locais não fazem mais nada do que atender visitas de dirigentes do governo central e do partido no poder.
Contudo, a avaliar pelas volumosas descobertas de trafulhas nas instituições públicas por altos dirigentes do governo central quero assumir que há graves falhas de governação em Moçambique. A culpa não pode morrer solteira.
Os dirigentes do governo central são culpados porque nomeiam governantes na base de amizade política ou familiar e depois revela-se a sua incompetência no desempenho das suas missões profissionais na província, distrito ou no posto administrativo.
THANGANI WA TIYANI
Este artigo foi publicado em primeira mão na versão PDF do jornal Correio da manhã, edição de 11 de Julho de 2018 na rubrica semanal O RANCOR DO POBRE
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