África do Sul: 27 anos

África do Sul: 27 anos de democracia – A África do Sul parou esta terça-feira para celebrar 27 anos da democracia multirracial na sequência da queda do regime racista minoritário do apartheid em 1994.

Uma grande fasquia de esperança foi colocada sobre a nova África do Sul por sul-africanos e por muita gente em todo o Mundo.

Em 1973 o apartheid foi declarado crime contra a humanidade pelas Nações Unidas e na década de 1980 a luta contra o apartheid evoluiu para guerra pelos direitos humanos.

Em quase todo o Mundo houve marchas de protesto contra o apartheid e apelos de sanções económicas contra o regime.

Quando a liberdade chegou, com o lendário líder Nelson Mandela, respeitado por todos, incluindo seus adversários, sul-africanos pensaram que eram os melhores do Mundo e diferentes de outros africanos em África, continente dilacerado por conflitos armados, doenças endémicas, pobreza, criminalidade e corrupção.

Não acreditavam que mais cedo que tarde revelar-se-iam como verdadeiros africanos no continente africano.

Mesmo sem conflito armado, a África do Sul está mergulhada numa guerra sem quartel movida por sindicatos de crime.

Cerca de 60 pessoas são assassinadas por dia tornando-se um dos países mais perigosos do Mundo fora das zonas de conflitos armados como República Democrática do Congo, Eritreia e Etiópia só para citar alguns exemplos em África.

Durante os 27 anos da democracia, a pobreza aumentou na África do Sul. Estatísticas oficiais indicam que a taxa de educação das últimas três décadas é a mais baixa de sempre.

A África do Sul é o mais infectado por HIV no Mundo e pela COVID-19 no continente africano.

A corrupção instalou-se comodamente em quase todos os sectores da economia formal do pais. Várias empresas estratégicas estão tecnicamente falidas porque os seus recursos materiais para geração de receitas foram dilapidados pela corrupção.

A qualidade do nível de vida baixou drasticamente em comparação com o tempo antes da queda do apartheid.

O gigante económico-industrial do continente africano é tigre de papel que consegue manter-se de pé porque os sistemas financeiro e judicial resistiram ao assalto pela corrupção.

A providência de serviços básicos nas comunidades é deficiente, situação que provoca pelo menos 10 manifestações em media por dia nas comunidades.

Democracia ou liberdade sem serviços básicos não enche os olhos nem o estômago.

O paraíso de África virou inferno para emigrantes africanos considerados ladrões, drogados e usurpadores de oportunidades de emprego pelos nativos.

Sem ódio, o Rancor do Pobre deseja feliz aniversário dos 27 anos da democracia. (África do Sul: 27 anos de democracia)

THANGANI WA TIYANI

Este artigo foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 28 de Abril de 2021, na rubrica de opinião denominado RANCOR DO POBRE

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