Desgraça da língua portuguesa
Desgraça da língua portuguesa – Terminou a festa de anúncio de prémios Nobel da qual mais de 200 milhões de falantes de língua portuguesa foram excluídos em todas as categorias premiadas em Estocolmo pela Academia Nobel.
O Rancor do Pobre já falou sobre a falta de cientistas africanos em África com capacidade de inventar e não de inovar soluções para diversos problemas que afectam a humanidade.
Pesquisas feitas por africanos em África não impressionam a elite da Academia Nobel por não terem ainda descoberto soluções relacionadas com ciências humanas ou exactas que podem ser testadas e provadas em laboratórios.
Entretanto, a pior situação acontece com falantes da língua portuguesa que mesmo para outras categorias menos nunca ganharam prémio Nobel. A língua portuguesa não ajuda no Mundo de mais de sete biliões de habitantes.
Universidades de língua portuguesa são menos pontuadas no ranking das melhores do Mundo.
Jornais, rádios e cadeias de televisão dos países de língua portuguesa incluindo de Portugal e do Brasil são quase desconhecidos, apesar de alguma pujança nos seus territórios de influência. Quase todo o Mundo conhece a CNN, BBC, AlJazeera e desconhece a TPA, de Angola, TVM, de Moçambique, RTP, de Portugal, TV Globo, do Brasil, só para citar alguns exemplos.
A comunicação social ou media com projecção internacional ajuda promover obras que podem ser avaliadas pela Academia Nobel.
Na África do Sul, quatro cidadãos nacionais ganharam prémio Nobel de Paz, nomeadamente Albert Luthuli, Nelson Mandela, Desmond Tutu e Frederick de Klerk.
Um aspecto impar que merece espaço no livro de Recordes é o facto de dois dos quatro sul-africanos laureados com Nobel de Paz terem vivido na mesma rua, a Vilakazi Street, no mesmo bairro Soweto, arredores de Joanesburgo.
Em 1991, a escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhou o prémio Nobel de Literatura.
Depois da guerra de 16 anos, Moçambique visto como joia de coroa dos países pós-conflito armado sanguento no Mundo, recuou para o pior exemplo. Ganhou título de Estado autoritário e quarto mais corrupto no continente africano.
Desafiar autoritarismo é perigoso e precisa de muita coragem.
Os jornalistas filipino e russo que ganharam o Prémio Nobel de Paz de 2021 desafiaram montanhas de ameaças cada um à sua maneira nos seus respectivos países. A maioria rendeu-se. Discursos de boas intenções nos países autoritários como Moçambique não enchem estômago.
As percepções de arrogância vomitada na tenda gigante na BO, em Maputo, Cabo Delgado, Manica e Sofala não ajudam.
Com a língua portuguesa menos cotada no ranking das línguas de negócio e de influência nem vale a pena sonhar com prémio Nobel.
Mesmo Cabo Verde que no grupo dos cinco países africanos de língua portuguesa apresenta indicadores positivos na governação democrática não consegue ganhar prémio Nobel.
O Presidente Joaquim Chissano colocara o país no mar alto.
O máximo que conseguiu é o Premio Mo Ibrahim, do magnata sudanês, sem grande projecção mundial.
As obras dos escritores moçambicanos Mia Couto, premiadas no estrangeiro, e Francisco Esaú Khosa ou Ungulani va Ka Khosa, autor de Ualalapi, considerada uma das cem melhores obras literárias do século, ainda não impressionaram a Academia Nobel.
O Mundo tem donos. O primeiro chama-se língua inglesa.
O recente laureado Nobel de Literatura é um “tanzaniano”, apenas porque nasceu em Zanzibar há 70 anos, e vive em Londres há 52 anos.
Dos mais de 600 prémios Nobel atribuídos a 962 pessoas e organizações, desde 1901, a maior parte foi para falantes da língua inglesa. (Desgraça da língua portuguesa)
THANGANI WA TIYANI
Este artigo foi intitulado “Desgraça da língua portuguesa
”, foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 13 de Outubro de 2021, na rubrica de opinião denominado O RANCOR DO POBRE
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