EUA é monstro

EUA Muitos falaram e outros escreveram muito sobre eleições presidenciais norte-americanas realizadas a 4 de Novembro de 2020, com dois candidatos: Donald Trump, 73 anos, procurando sua própria sucessão sob bandeira republicana e Joseph (Joe) Biden, 77 anos concorrendo pela bandeira democrata.

Biden ganhou a corrida, mas Trump não reconhece a derrota, quebrando a longa tradição da democracia americana.

A atitude de Donald Trump reduziu o orgulho do autoproclamado Estado-Polícia do Mundo para banalidade igual ao de países do Terceiro Mundo, vassalos forçados de autoridade americana.

Para o Rancor do Pobre, a única grande diferença entre Trump e líderes africanos que incluem da minha aldeia é que Donald Trump e os seus apoiantes não vão matar pessoas nas estradas com armas de guerra por causa de eleições presidenciais dos EUA.

Em Agosto de 2005, a cidade de Nova Orleans, no Estado norte-americano de Louisiana, foi fustigada por violento furacão Katrina.

A cidade foi literalmente arrasada.

O Katrina tornou-se referência na história de apoio humanitário aos necessitados dentro dos Estados Unidos da América.

O desastre e os eventos que se seguiram destaparam a pobreza americana escondida e mostraram falhas do sistema de assistência humanitária no pais mais poderoso do planeta.

A população que perdera tudo com o furacão passava fome como as vítimas dos ciclones IDAI e Kenneth passaram em Moçambique, Malawi e Zimbabwe, apesar de muitos apoios internos e internacionais em forma de bens alimentares e outros. 

Em Nova Orleans, houve pilhagem nas lojas de produtos alimentares bens que tinham resistido à destruição de Katrina.

Brancos e negros desesperados comportavam-se da mesma forma; procurando algo para se alimentarem e sobreviver.

O então presidente norte-americano, George W. Bush, deu ordens às Forças Armadas para atirarem contra pessoas apanhadas a pilharem lojas e para restabelecer a ordem no meio de escombros da cidade de Nova Orleans. A ordem foi restabelecida.

O comportamento de americanos mostrou que são seres humanos que em circunstâncias iguais de desespero comportam-se da mesma forma como qualquer outro ser humano, não importa o nível de civilização ou grandeza económico-industrial do seu país.

O auto autoproclamado Estado-Polícia e Professor de Moral no Mundo – Estados Unidos da América – tornou-se tigre de papel sem moral para ensinar ou policiar os outros países no exercício da democracia no planeta Terra, particularmente nos países do Terceiro Mundo, incluindo na minha aldeia.

As fragilidades mostradas pela pandemia de COVID-19 no sistema de saúde dos Estados Unidos da América (EUA) reforçam a ideia de que o país mais industrializado do Mundo tem chifres de palha.

Os seus dirigentes são seres humanos iguais aos de outros países, mas que às vezes abusam do poder material do seu pais humilhando outros Estados que tentam fazer coisas à sua maneira.

THANGANI WA TIYANI

Este artigo sobre os EUA foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 11 de Novembro de 2020, na rubrica semanal O RANCOR DO POBRE

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