Fim da violência armada

Fim da violência armada no Norte de Moçambique clamado por um conjunto de entidades religiosas, através de uma declaração conjunta difundida esta quarta-feira.

“Acreditamos que o extremismo, o radicalismo, o terrorismo e todas as outras formas de violência e guerras, quaisquer que sejam as suas motivações e objectivos, não têm nada a ver com a religião autêntica e devem ser rejeitados nos termos mais fortes possíveis”, refere-se na declaração, citada hoje pela Agência de informação de Moçambique (AIM).

A declaração foi assinada durante as celebrações do 30.º aniversário do Acordo Geral de Paz de Moçambique na terça-feira na província de Nampula, no Norte, e os signatários são o Conselho Islâmico de Moçambique, a Arquidiocese de Nampula, Conselho Cristão de Moçambique e a Comunidade de Sant’Egídio.

Num documento com 16 pontos, as entidades defendem o envolvimento de todos segmentos da sociedade moçambicana no esforço para devolver a paz no país, frisando que os rebeldes que têm aterrorizado a província de Cabo Delgado há cinco anos não são religiosos.

“Apelamos a figuras políticas e públicas, jornalistas e blogueiros, embora reconhecendo a sua liberdade de expressão, a terem cuidado com a generalização religiosa e a não identificarem o extremismo e o terrorismo com qualquer nação ou religião, bem como a não utilizarem as religiões para fins políticos”, acrescenta a declaração.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por uma violência armada, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde há um ano com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de violência a sul da região e na vizinha província de Nampula.

Em cinco anos, o conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o ACNUR, e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED. (Fim da violência armada)

Redactor

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