Já são perto de 260
Já são perto de 260 – O número de mortes causadas pelas inundações que fustigam a província sul-africana de KwaZulu-Natal é agora de 259, havendo receios fundados, mesmo nos meios governamentais, de que o número de fatalidades seja ainda maior.
Neste quadro dantesco que levou a vida a um moçambicano existe o caso irreparável de uma família que perdeu dez dos seus membros.
Os receios expressos pelo departamento de Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais são sustentados pelo facto de haver ainda dezenas de pessoas que continuam catalogadas como “desaparecidas”.
Este cenário ganha contornos mais sombrios quando as autoridades competentes continuam a emitir avisos de que mais chuva estão por cair sobre a já martirizada província de Kwazulu Natal.
O presidente Cyril Ramaphosa visitou, esta quarta-feira (13de Abril) as zonas afectadas, para avaliar os estragos e confortar as famílias. Ramaphosa descreveu a situação em KwaZulu-Natal de uma “tragédia sem precedentes”.
Para as autoridades sul-africanas estas são tidas como as piores chuvas que há registo na última década.
Ramaphosa disse que o seu Executivos vai apoiar todas as famílias afectadas e que ficaram desamparadas.
A estimativa é de que mais de 2000 casas de construção precária foram destruídas por esta intempérie.
Esta quarta-feira, unidades da polícia e das forças armadas juntaram-se ás equipas de socorro para salvar vidas, acelerar trabalhos de limpeza e desobstruir vias.
Ao mesmo tempo já se faz a contabilidade dos estragos causados nas casas, estradas, escolas, pontes, igrejas, infraestruturas de energia e de água danificadas pelas enxurradas.
As operações no estratégico e muito assediado porto de Durban foram suspensas, paralisando o habitual movimento de camiões que transportam minérios, alguns dos quais de lá parte para Moçambique.
O Presidente sul-africano diz que estavam em curso os preparativos para declarar KwaZulu-Natal, uma zona de desastre.
As imagens que circulam nas redes sociais e nos meios de comunicação social sul-africanos elucidam o quão devastador estão a ser estas inundações. (Já são perto de 260)
RAULINA TAIMO, correspondente na África do Sul