O sem noção — CÉSAR NHALIGINGA

Passeava junto de amigos, em plena manhã de sábado, mesmo para tirar fôlego, afinal o dia estava escaldante, não sabia que rota tomar.

É sabido de antemão que quando em companhia estiver as coisas vão de acordo com o desejo de outros, deixando-se guiar pelas amizades e a sua aceitabilidade, não por ser um desnorteado, mas pelo facto de não fazer auto escuta.

O caminho é longo, com várias paragens, a conversa fluía bem comovente e animação ao estar de cada um.

Deu-nos em conta, a existência de uma reunião naquele bairro e lá fomos para ouvir na primeira pessoa o que as entidades competentes precisavam transmitir.

Mesmo na hora, fomos nos apercebendo que para aquele tipo de encontro, as pessoas falam tudo o que é do seu domínio, várias contribuições eram trazidas pelos populares.

O caricato estava por vir, foi bom a não saída antes do término desta, tal que Homem da terceira idade, identificou-se após ter pedido palavra, começam gargalhadas pelos que o conhecem, mas na maior calma me coloquei para bem ouvir e ajudar se talvez fosse necessário.

Sim, me levanto para reclamar de anomalias que vem acontecendo na minha vizinhança, fora de venda de bebidas alcoólicas e caseiras, tocam música, com volume totalmente alto.

Pareceu estar fora do contexto, simplesmente falou e acomodou-se, os que tinham por ajudar no âmbito do diálogo, foram fazendo, mesmo assim, nada me parecia favorável para com estes.

Por que de tudo isto, perguntei a um companheiro que mais próximo de mim se encontrava.

O jovem me respondeu com total disponibilidade a causar risos em mim, mas fui me assegurando para que isso não acontecesse… “o Homem é cego”, tudo o que se falou, acontece no quintal dele.

“Quem vende as bebidas são os filhos com conhecimento da esposa que do mesmo quintal que partilham fazem o negócio com maior vontade, quando lhe é questionado sobre o ruído sempre alega a casa próxima”.

Me assegurei para não soltar gargalhadas, mas não tive como, com pena sobre este, pensei em me retirar, mas firme fiquei.

No entanto, lhe foi cedida a palavra a chefe de quarteirão, que, por conseguinte, era a esposa do “queixoso” o que deixou a “sombra do cajueiro gelado em um dia quente”.

Nem a estrutura orientadora do encontro, nem parte dos convidados sabiam da boa Nova que se trouxe a luz do dia, o que tornou-se bate-boca entre estes.

Afinal essa voz a me zangar não será da minha esposa? O que a leva a falar tudo isso sobre mim, sei que não vejo, mas ouço, reivindicou o deficiente. Uma vez não saber que a sua senhora fazia parte da estrutura, mas sim que era uma simples residente no bairro, o que mostrou a falta de comunicação entre o casal e a história virou a cantiga no seio daquela sociedade.

É necessário cultivar o espírito para boa comunicação entre as partes, não basta apenas pensar que tudo está bom, precisamos nos encontrar para falar da mesma língua.

 Procuremos ser honestos, afinal a “mentira tem pernas curtas”, mesmo um cego conseguiu perceber a traição pela sua amada, junto dos seus filhos.

CÉSAS NHALIGINGA

Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 23 de Outubro de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO

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