“Patrões” tomam decisão
“Patrões” tomam decisão na RAS – O Presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, disse durante a sua tomada de posse na função de chefia do Estado que o seu patrão era o povo que lhe escolheu para o cargo de alto magistrado da nação.
Na África do Sul, o então presidente Thabo Mbeki afirmou no seu discurso de posse como chefe do Estado que o povo tinha decidido. Todos reconhecem o poder do povo na hora da verdade.
Mais de 26 milhões de “patrões” sul-africanos registados escolheram dirigentes nesta quarta-feira.
Durante cinco meses, membros de 48 partidos políticos cruzaram-se na campanha eleitoral. Cada um tentou, à sua maneira, conquistar simpatias dos “patrões”. Mas os primeiros resultados já disponíveis apontam para a manutenção do ANC, no poder há 25 anos.
Entretanto, alguns grupos de “patrões” estão zangados com nacionalistas do movimento político mais antigo em África.
Dizem que nos últimos 25 anos, o desemprego aumentou para cerca de 10 milhões de pessoas particularmente na camada juvenil e o provimento de serviços básicos nas comunidades é fraco.
A criminalidade mata 57 pessoas em média por dia e transformou a África do Sul numa zona de guerra não declarada sem quartel.
Em quase todas as instituições públicas a corrupção instalou-se comodamente tendo alastrado seus ninhos ao sector privado.
As desigualdades económicas aumentaram na sociedade e o racismo, oficialmente, abolido há 25 anos agravou-se.
Consideram que desde 1994 as suas condições de vida pioraram no meio de montanhas de promessas não materializadas
Outros dizem que o apartheid deixou marcas sociais, económicas e culturais cuja eliminação vai levar séculos.
A decisão final tomada será conhecida até final desta quinta-feira. Dirigentes cessantes não apanham sono. A tensão arterial subiu.
Procuram soluções de tratamento e boa sorte a praticantes de medicina natural africana e moderna de ocidental.
Outros prometem dormir nos locais de votação para garantir a segurança dos votos do patronato até à decisão final.
Cada voto conta para se manter, subir ou mesmo cair do trono.
Manipulação ou fraude transformou eleições em jogo de batota, mesmo em países com democracias maduras.
África tem mostrado que em matéria de manipulação eleitoral é melhor estudante da turma.
Notícias de Moçambique indicam que a manipulação eleitoral já começou com o recenseamento eleitoral de 126 mil potenciais eleitores na província menos populosa de Gaza em apenas 48 horas contra 59 mil na província da Zambézia, a segunda mais populosa do país depois de Nampula.
Patrões acreditam que os números são marcas de roubo precipitado cometido à luz do dia.
THANGANI WA TIYANI
Este artigo foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Correio da manhã, na sua edição de 08 de Maio de 2019, na rubrica semanal denominada O RANCOR DO POBRE
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