Casamento prematuro — CÉSAR NHALIGINGA
Por vezes é forçado por conta comportamental dos nossos pais, dentre outros membros da família.
A influência dos mais velhos e maus conselhos buscados com diferentes anciãos trazem uma má percepção no seio das comunidades.
O casamento prematuro é consequente dos ritos de iniciação e do lobolo, tal que a rapariga ao a remeter em início tradicionais é acordada com uma e única finalidade: colocar em prática os ensinamentos que lhe foram ministrados.
Quando não colocadas em vigia, havendo necessidade para a sobrevivência material por parte dos pais, estes negociam as filhas e entregues a um marido ainda criança.
A prematuridade conduz muitas vezes à morte da mulher por conta de várias problemáticas que ela é submetida antes da sua fortificação corporal para um convívio fora do desejado.
A imposição de relações sexuais às crianças provoca mutilações e traumatismo profundo na criança, para além de ser um acto contra a Lei de família.
Há necessidade para respeitar o género e deixar as crianças crescerem com naturalidade, gozando dos seus direitos e deveres enquanto seres viventes em sociedades e diferentes regiões do país.
Lembremos que o casamento prematuro é realizado sem quaisquer bases, ora a mulher é adolescente e forçada sem idade para o efeito.
Mesmo na fase juvenil, não se pode assumir a responsabilidade do lar o que na maior parte dos casos do adultério ou divórcio é consequência do não entendimento entre os progenitores e a respectiva filha.
Não se vende o ser humano, este veio à superfície para um convívio igual aos outros e não para sua comercialização.
É nestes termos que a mulher sendo o pilar comunicacional na família e homem o provedor deve unir as forças e mobilizar os filhos a uma dinâmica e visão futura para o seu bem-estar.
Se têm dito que no caso da entrega de uma rapariga pré-adulta pelos pais ou outros familiares a contrair matrimónio com alguém que não escolheu e esteja com uma idade elevada, caso esta seja estéril, a sua família sente-se na obrigação de compensar o homem.
A compensação é forçar uma outra parente a viver com o homem, sendo este uma das formas de poligamia “tomando a mulher como um objecto e produtora de mão-de-obra”.
A este acto não se pode herdar nenhum bem para além de tristeza e lamentações, tudo fica por conta da família do homem, causando pobreza, desigualdade de género e falta de acesso à educação.
O casamento prematuro para além da gravidez precoce e abandono escolar, cria no seio da humanidade a violência e perpetuação da pobreza.
A tomada de consciência por parte de todos deve basear-se na escolha livre e consciente de ambas famílias.
Não se pode matar o futuro de una criança, sabe-se que ela e “flor que nunca murcha”, merecedora de crescimento em regra e união socialmente aceitável.
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 28 de Agosto de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO
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