O mestre Ferramenta — CÉSAR NHALIGINGA

O Ferramenta saiu, disse que voltava dentro de horas”, palavras essas que deixaram o proprietário de uma oficina sem chão.

Pensava que algum mestre teria desviado parte de material que usavam para reparação de viaturas, o que deixou os  colaboradores da oficina boquiabertos por conta de gritos que o boss levantava naquele local.

Sempre comprei malas de instrumentos a usar na mecânica e sinto a cada momento falta de diferentes chaves, hoje ouço de viva voz que a ferramenta saiu e sem horas de regresso. Desde quando os objectos andam? Questionou o proprietário com total zanga.

Os seus homens e os demais puseram-se em gargalhada sem perceber que causavam mais fúria no seio daquele cidadão.

Ninguém se opôs a sua ideia ou pensamento, até que voltasse o famoso Ferramenta, que por coincidência se fazia ao local, este tendo sido recebido com pompa, mas a atitude dos homens deixavam o proprietário descontrolado cada vez mais descontrolado.

O que se passa na minha oficina, qual a razão para esta toda festa?

Se na minha presença agem assim, imagino na ausência, desviam o material e por cima se riem de mim. Foi mais um grito do proprietário da firma.

O quórum não se indignou a responder às questões nem atender as preocupações da Chefia, afinal Ferramenta tratava-se de um mestre, tal que o nome coincidia com o das chaves.

O Ferramenta disse “não ter palavra, mas o ambiente estava  saudável”. Estas palavras levaram a maior gritaria sem que este soubesse que o patrão foi mal percebido pelos seus trabalhadores.

Estão a me deixar preocupado, frisou o Ferramenta, que sentiu-se obrigado a se retirar do local por mais um instante.

Mas, há sempre um elemento quem pensa diferente em qualquer local, este teve a coragem de unir o patrão e Ferramenta para dar a entender que a comunicação feita entre as partes não se referia apenas as chaves.

Havia na oficina um só nome para dois elementos (homem e as chaves) usadas para reparação de viaturas.

No instante, o patrão pediu perdão aos demais e levaram as actividades a um ritmo normal.

Dizem os mais velhos que as atribuições de nomes a uma pessoa, considere a conexão familiar, olhando para representatividade futura e honra aos seus antepassados.

Que para casos actuais não se observam esses aspectos e por vezes é atribuído nome que cria bullying ou os pais não conseguem pronunciar em futuro próximo.

Como também haver necessidades para a Chefia de determinado posto de trabalho conhecer seus elementos para não passar pelo mesmo que acontecerá entre o patrão e o mestre Ferramenta.

CÉSAR NHALIGINGA

Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 13 de Novembro de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO

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