Os reis da incompetência: uma tragédia cômica em dois actos 

Senhoras e senhores, preparem-se para um espetáculo digno de um prêmio internacional de comédia política! Em um lado do palco, temos João Lourenço, o grande estrategista do “quanto menos estrangeiros, melhor”. No outro, Daniel Chapo, o mestre da comunicação invisível, aquele que, se desse uma entrevista, teríamos que chamar um arqueólogo para decifrar suas palavras.  

O primeiro acto se passa em Angola, onde a brilhante ideia de barrar a entrada de estrangeiros faz o país parecer um condomínio fechado, mas sem piscina, sem segurança e com as luzes cortadas por falta de pagamento. A lógica é simples: se ninguém entrar, ninguém verá a bagunça! O problema é que nem os próprios angolanos conseguem sair sem enfrentar uma maratona de burocracia digna de um reality show de resistência.  

No segundo acto, voltamos a Moçambique, onde a comunicação política é tão eficaz quanto tentar ensinar física quântica a um peixe. Daniel Chapo e seus camaradas conseguiram a façanha de tornar a política um teatro do absurdo, onde todo mundo finge que está ouvindo, mas ninguém entende nada. Se perguntarmos qual é a estratégia para o país, provavelmente nos responderão com um discurso de 40 minutos sobre a importância do milho na economia global.  

Mas eis que surge a grande pergunta: Se esses governos dizem que vivem em democracias, por que tremem ao menor sinal de oposição? O que tanto escondem? Será que o conceito de “democracia” mudou e agora significa “governamos sem ninguém nos incomodar”?  

O caso mais recente desse medo descontrolado foi a tentativa de impedir a entrada de Venâncio Mondlane e outros indivíduos oriundos de diversas partes do mundo para participar um evento em Angola-Benguela. 

Ora, o que será que esse homem fez? Inventou uma nova arma de destruição em massa? Espalhou uma praga bíblica? Não! Ele apenas ousou existir politicamente fora do script. E isso, para governos inseguros, é mais assustador do que um fantasma no palácio presidencial.  

E Moçambique, então? Ao invés de prestar serviço à nação, o governo decidiu prestar serviço a si mesmo, impedindo que ideias novas circulem. Parece que o medo da mudança é tão grande que preferem instruir pessoas a ignorar a realidade do país do que admitir que algo está errado.  

O clímax dessa tragédia cômica acontece quando os dois governos, com toda sua genialidade, percebem que suas populações estão cansadas, frustradas e, pior, começando a perceber que os “líderes” são na verdade actores ruins em um roteiro sem sentido.  

Mas calma, o espetáculo ainda não acabou! Enquanto João Lourenço tenta transformar Angola em uma fortaleza vazia, e Daniel Chapo conduz Moçambique com a energia de uma lâmpada queimada, o povo assiste, entre risadas e lágrimas, a este espetáculo de horror.  

A pergunta que fica é: será que no próximo acto do teatro político, o público finalmente levantará da cadeira e exigirá um novo elenco? Às vezes o nosso silêncio é o caminho aberto para livre trânsito dos políticos opressores. 

A nossa linguagem como povo oprimido agora deve ser: “se prender um, prenda a todos”.

JÚNIOR RAFAEL OPUHA KHONLEKELA

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