A previsão do ministro Mathlombe sobre a reabertura da EN1
Causou alguma perplexidade e desânimo a previsão do ministro dos Transportes e Logística, João Mathlombe, para a reposição da circulação rodoviária na Estrada Nacional nº 1 (EN1), única via que liga por terra o Norte Centro e o Sul de Moçambique.
Nas contas de João Mathlombe, está fora de hipóteses o reestabelecimento da circulação rodoviária na EN1 antes do próximo dia 05 de Fevereiro deste 2026, depois dos estragos avassaladores causados pelas inundações.
“Não haverá condições para garantir a reposição, pelo menos, nos próximos 15 dias”, disse, inequivocamente, o governante.
Por estes dias, a alternativa para ligar as vizinhas províncias de Maputo e Gaza, no Sul de Moçambique, ambas brutalmente afectadas por estas intempéries, é a via aérea, através de uma ponte aérea de emergência entre os Aeroportos Internacional de Mavalene e o Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, em Chongoene.
João Mathlombe fez estes comentários esta sexta-feira (23 de Janeiro de 2026), após visitar algumas zonas afectadas pelas intempéries ao longo da EN1, designadamente Mahocha-Homo; Chulavecane e Incoluane, para se inteirar da situação prevalecente.
“Estamos aqui para fazer o acompanhamento dos trabalhos que estão a decorrer a um nível da província de Maputo, no âmbito das cheias e inundações que temos este ano de 2026. A primeira situação que encontramos ao nível da província, que já é pública, foi a degradação das infraestruturas públicas, com particular destaque para as estradas”, comentou o governante.

Antes de intervenções de vulto, há necessidade de deixar as águas baixarem, enquanto é feita a avaliação sobre o tipo de intervenções a serem levadas a cabo.
Entretanto, o titular da pasta de Transportes e Logística mostrou-se preocupado com a concentração dos transportadores tanto na margem Sul, como na margem Norte, do lado de Gaza, apelando à dispersão de pessoas nesses locais.
“Os que vêm do lado de Maputo, o recomendável é recuar porque vai ser desgastante ficar duas ou três semanas sem condições básicas, pois estão na via pública, sem sanitários, alojamento e com todos os riscos que daí advém”.
Mathlombe reforçou que não é aconselhável que permaneçam naqueles locais porque não haverá condições de transitabilidade. Por outro lado, “precisamos terminar todo o levantamento a ser feito, pois existe seis cortes ao nível da EN1, sendo esta a zona mais crítica e bastante profunda”.
No entanto, enquanto se aguarda a redução das águas para intervenções ao longo da principal via rodoviária de Moçambique, o Governo está a trabalhar na Estrada Alternativa de Moamba para, na medida em que as condições permitirem, se faça a reposição daquela via como estrada imediata de acesso à EN1, de modo garantir a conectividade entre as zonas Sul e Centro-Norte do país.
Ainda durante a visita, Mathlombe usou da oportunidade para apelar a todos os que tencionam se deslocar para Maputo e vice-versa, para não o fazerem, uma vez que neste momento não há condições para fazer as viagens.
“Continuamos, com alguma preocupação, a assistir situações de passageiros, transportadores que saem com passageiros das províncias de Sofala, Manica, Tete de Zambézia, até a província de Gaza, criando alguma pressão para a logística na província de Gaza. É desnecessário”, frisou o governante.
Acrescentou que a província já está com alguma pressão para garantir a assistência às famílias que perderam tudo.
Redactor
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