A nossa figura de 2025 — Eduardo Mariamo Abdula
Se bem que não é esta a primeira vez, o certo é que nesta casa não temos a tradição rigorosa de escolher a figura do ano, como é de praxe em muitas Redacções.
Assim procedemos este ano porque achamos por bem homenagear um homem que está a trabalhar de verdade, no território sob sua jurisdição, resultado de eleição popular. Esse homem chama-se Eduardo Mariamo Abdula, carinhosamente tratado por Tio Salim, governador da província de Nampula (23 distritos), Norte de Moçambique.
Ainda nem perfez 12 meses em exercício do cargo, mas já demonstrou ser um governante à altura, que trabalha junto do seu povo e sempre presente quando as circunstancias o exigem.
Quando os insurgentes tentaram espalhar terror em Nampula Tio Salim não trabalhou a partir do seu gabinete climatizado na chamada capital do Norte, se ataviou de “fato-macaco” e foi se juntar às Forças de Defesa e Segurança, dando-lhes o apoio moral com o seu “calor” humano — de verdadeiro “pai” da província com — além de meios de vigilância, combate e mantimentos.
Buscou apoios para os deslocados resultantes da acção terrorista e liderou a sua distribuição para mitigar a acção dos oportunistas sempre presentes onde há desgraça alheia.
Depois daqueles momentos mais sombrios da História de Moçambique vividos entre Outubro de 2024 e Março de 2025, foi dos primeiros dirigentes à escala nacional a descer a terreiro dar o “peito às balas”. Foi recebido com carinho por todo o sítio onde passou naquela província com 1.117.597 famílias produtoras (camponesas).
Longe do populismo barato, Tio Salim é aquele dirigente que, quando necessário, vai ao Mercado Faina falar terra-a-terra com o seu povo. Vai ao hemocentro oferecer o seu próprio “líquido vital” sempre que necessário.
Estivemos apenas a citar alguns exemplos, que são do nosso domínio. Está de parabéns o Governador da Província de Nampula. Moçambique sairia a ganhar se, pelo menos, metade dos governadores tivessem igual ou melhor desempenho.
Menções honrosas

O corpo redactorial do jornal Redactor não se cingiu apenas a uma “personalidade”. Escolheu, igualmente, um conjunto de dignitários cuja performance não se limita a aparições cosméticas na media, mas que trabalham, efectivamente, no nosso modesto ponto de vista.
São eles, também, Daniel Francisco Chapo, o actual Presidente da República de Moçambique, Joaquim Quinito Francisco Vilanculo, edil da cidade de Vilankulo, Albano Carrige (da cidade da Beira), Rasaque Manhique (da cidade de Maputo), Júlio José Parruque (da cidade da Matola), Shafee Ismail Sidat (da vila de Marracuene) e a alfandegária Fátima Carvalho.
Chapo está a trabalhar, mas precisa de se acautelar de alguns dos que estão à sua volta e fingem apoiá-lo. Deve, igualmente, estar ciente de que tem gente do seu partido que lhe é hostil clara e/ou dissimuladamente. Alguns pelo simples desejo de pretender ficar bem aos olhos da multidão ruidosa.
Apesar de ter herdado um município “altamente sabotado” — como uma vez denunciou, neste jornal —, sem alaridos o jovem edil está a trabalhar e quem conversa com o cidadão comum da cidade de Vilankulo ouve palavras abonatórias ao Quinito Vilanculo.
Como apregoa, Carrige está a “djimar” no Chiveve e está a superar as expectativas dos cépticos que torciam o nariz quando em 2021 o antigo “guarda-costas” de Afonso Macacho Marceta Dhlakama teve a espinhosa missão de substituir o carismático Daviz Mbepo Simango. Como qualquer mortal, tem as suas máculas, mas no cômputo geral, está no bom caminho.
Não obstante aparentar ser pouco afável [as aparências podem iludir], Manhique sabe descer às bases, falar em ronga com o seu povo, cantar e dançar com os seus quando se justifique. Hoje a cidade de Maputo está em obras de uma ponta a outra e tudo indica que quando os principais esforços actualmente em curso forem concluídos a “cidade das acácias e jacarandás” terá um visual mais aprazível. Força!
Júlio Parruque, apesar de pecar por muita teatralidade, também está a mostrar serviço e muitos dos matolenses de boa-fé aplaudem os esforços do antigo governador das províncias de Cabo Delgado, extremo Norte de Moçambique e de Maputo [extremo Sul].
“Molwene” assumido, Shafee Sidat (SS) mostrou ter veia de bom gestor público desde os tempos em que era administrador de Marracuene.
Por ser porreiro e bom conviva, muitos já vacticinavam que, se o partido Frelimo pretender conquistar o recém-criado município de Marracuene, teria este “jovem sexagenário” como melhor aposta. Fê-lo, e assim foi. Ganhou o pleito e SS não deixa os seus créditos em mãos alheias.
Como comentou um munícipe de Marracuene para o Redactor, “Shafee Sidat wa tiza”, que numa tradução livre de ronga para o Português quer dizer “Shafee Sidat está a trabalhar”.
Fátima Carvalho fechou o ano em grande. Com a sua frontalidade, mas com respeito, dignificou todos os agentes e funcionários do Estado, ao saber sacudir a poeira que se acumula nos corredores das alfândegas diante de um “excelencia” que não soube disfarcar o embaracao, por ter sido apanhado despreparadao para aquele discurso.
Esta mulher deve ser acarinhada, seu saber aproveitado e jamais ser ostracizada e permitir que a sua imagem seja explorada por oportunistas.
Redactor
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