O comportamento das Reservas Internacionais Líquidas em Outubro
As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) moçambicanas estagnaram em Outubro, em valores próximos de máximos do ano, de 3.937 milhões de dólares norte-americanos, de acordo com dados do Banco de Moçambique.
Estas reservas – divisas, em moeda estrangeira, necessárias à importação de bens e serviços – tinham subido 1% durante o mês de Setembro, para 3.937 milhões de dólares norte-americanos, tal como em Outubro, após o máximo de 4.035 milhões de dólares norte-americanos em Agosto, segundo o histórico do relatório estatístico do banco central moçambicano.
Estas reservas tinham registado em Fevereiro o valor mais baixo em cerca de um ano, recuando então para 3.593 milhões de dólares norte-americanos. Seguiram-se seis subidas mensais consecutivas, chegando a 3.995 milhões de dólares norte-americanos em Julho, voltando renovar máximos em Agosto e cobrindo então mais de três meses das necessidades estimadas de importações bens e serviços, antes da descida, em Setembro.
O governador do banco central, Rogério Zandamela, anunciou em 31 de Julho que a instituição estava a adoptar medidas para aumentar a fluidez no mercado cambial, tentando redistribuir o volume de divisas disponíveis para garantir as importações.
“Essas medidas não são mais nada que ajustar daqui, tirar daqui, certos recursos, pôr no outro e acompanhar melhor”, explicou o governador, em conferência de imprensa, em Maputo, no final de uma reunião do Comité de Política Monetária (CPMO).
“Perspectiva-se um aumento da fluidez no mercado cambial. Com vista a impulsionar as vendas ao público, o Banco de Moçambique reduziu recentemente os limites de retenção diária de divisas adquiridas pelos bancos. Esta medida complementa a decisão do aumento da taxa mínima de conversão de receitas de exportação, de 30% para 50%, o que implica maior disponibilidade e acesso às divisas”, acrescentou, sobre as conclusões da reunião.
Respondendo aos jornalistas, após a comunicação, tendo em conta as preocupações dos empresários com a falta de acesso a divisas, nomeadamente para garantir importações, Zandamela apontou que “havia a necessidade de ajustar certos segmentos de liquidez”.
Redactor
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