Zanga de Jacob Zuma
Zanga de Jacob Zuma – Jacob Zuma foi Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) durante 10 anos até 2017. Não se conforma que já não é líder do partido no poder na África do Sul e muito menos reconhece os erros de governação que cometeu durante nove anos como chefe do Estado sul-africano.
O ANC, ora liderado por Cyril Ramaphosa, destituiu Jacob Zuma da chefia do Estado sul-africano em Fevereiro de 2018, quando faltava pouco mais de um ano para terminar o seu segundo e último mandato como Presidente da África do Sul. Ele fizera o mesmo com Thabo Mbeki em 2008.
A diferença, porém, com Mbeki, é que Zuma foi acusado de ter facilitado esquemas de corrupção envolvendo seus familiares que incluem o seu filho Duduzane, e amigos com destaque para a família Gupta, de origem indiana.
Duduzane é filho de Jacob Zuma com a moçambicana Kate que se suicidou em 2000 quando o marido era Vice-Presidente de Mbeki.
O Reverendo Frank Chikane, então Secretário ou assessor de Mbeki, diz que Jacob Zuma conhece os motivos do suicídio da sua esposa moçambicana, porque ela deixou uma carta explicativa.
Os escândalos de corrupção registados durante a governação de Zuma dilapidaram recursos financeiros de algumas empresas públicas estratégicas, que agora estão tecnicamente falidas
A governação de Thabo Mbeki foi terminada quando faltavam cerca de oito meses para o fim do segundo e último mandato devido à zanga de Jacob Zuma, na sequência da sua exoneração do cargo de Vice-presidente da África do Sul por Mbeki.
Zuma fora indiciado pelo seu conselheiro financeiro Schabir Sheik de receber suborno da empresa francesa Thales em troca de influência política na atribuição de contratos de fornecimento de armas às Forças de Defesa Nacional da África do Sul, SANDF, no final da década de 1990.
O conselheiro de Zuma foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção e três anos por fraude no processo que também indiciou o seu chefe, razão pela qual Thabo Mbeki exonerou o seu Vice.
No entanto, o veterano político e guerreiro zulu ficou com rancor e zanga contra Mbeki e membros do ANC alinhados com a decisão.
No encontro, com o topo seis do ANC havido mês passado no seu castelo de Nkandla, Jacob Zuma disse aos seus camaradas que há muitos anos que é perseguido e agora foi abandonado e enfrenta sozinho aquilo que considera injustiça e sistema judiciário não democrático para agradar forças externas ao ANC.
O guerreiro zulu perdoa ninguém que que fale contra corrupção generalizada registada durante a sua governação.
Os seus apoiantes estão contra a decisão de processar Zuma por desprezo à Comissão de Inquérito que investiga alegações de corrupção e captura do Estado por interesses privados.
Por outro lado, os apoiantes repudiam a decisão da Comissão de Integridade do ANC de afastar dos cargos de direcção todos os membros do partido acusados de prática de corrupção.
O Secretário-geral Ace Magashule tem prazo até final deste mês para deixar o cargo de Secretário-geral do ANC e lidar com o processo cujo julgamento começa a 11 de Agosto próximo.
THANGANI WA TIYANI
Este artigo foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 06 de Abril de 2021, na rubrica de opinião denominado O RANCOR DO POBRE
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