Paragem Pensão
Moça perde lar por motivo de boca da vizinhança e falsos amigos.
Aconteceu algures, zona bem conhecida pelos populares lá residentes e passageiros que frequentavam constantemente aquela paragem.
Habitualmente a miúda parava em lugar estratégico para apanhar transporte para o trabalho, mas pelo facto da reabilitação de parte do edifício próximo à sua paragem, esta muda para outro lado do passeio, sem ter percebido que onde passou a se instalar denomina-se “(PP) Paragem Pensão”.
Preconceito dos que tinham noção, viam e nada diziam a ela, uma vez julgarem que esta tem de tudo, por isso que pouco falavam com ela.
Amargurada ficou quando se apercebeu da estranheza dos que a rodeavam, mas firme manteve-se, pelo facto de ter noção que nada de errado estaria a cometer.
No meio às andanças, uma senhora de idade e vendedeira naquela rua teve coragem e chamou a moça para aconselhá-la a não se acomodar em lugar onde apanhava chapa por não trazer maior segurança para sua imagem.
“Não é sítio adequado para sua classe, nem para qualquer um, conforme vês está em frente a uma Pensão”, disse a senhora, em alerta à moça inocente.
Esta seriamente imaginou nas palavras ditas pela fulana, a quem agradeceu por a ter limpado as nódoas e fez a reflexão para com mau jeito do qual o marido a tratava.
Sem lamentos, optou por erguer a cabeça e questionou ao seu Homem a razão para o mau tratamento, o que gerou conflito no seio deles e sabiamente resolvido. Mas nem tudo ficou como antes, afinal a imagem entre ambos era de mal-estar perante o olho dos outros.
Com firmeza, os seus amigos o agitavam ao invés de aconselhar, o que voltou a agudizar o mau laço entre estes que, da desconfiança, gerou o desentendimento e causou lamento na sociedade.
As vozes são bastantes, mas cabe a cada um fazer a melhor escolha para concretizar e avaliar o seu percurso.
Pela sua inocência, a triste moça colheu caminhos desesperados, o que trouxe um clima de insatisfação a todos níveis.
A fúria do Homem deu a entender que não havia comunicação entre eles o que culminou com o fim do relacionamento causado pelos falsos amigos que agiam de forma superficial e não demonstravam verdadeira preocupação com os sentimentos ou bem-estar do casal.
Priorizavam os próprios desejos, cancelando compromissos do seu próximo, manipulando a situação para o próprio benefício (alegrar-se com tristeza do outro).
Há necessidade de pôr a mão na consciência lembrando que nem todos os que julgamos ser amigos trazem boas vozes para nosso ser.
A má conduta dos falsos amigos minou a autoestima da moça, gerando sentimento de isolamento e impactar negativamente o casal.
Por isso que se têm dito que os casados devem forçar-se e conhecerem-se melhor, evitando “dar ouvidos aos demais, o que faz deles um risco para seu relacionamento”, mantendo-o saudável e traduzindo em confiança na bisca de amigos em comum.
Assim, várias brigas podem surgir, mas sempre com possível solução e fácil controle entre as partes.
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 08 de Maio de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO
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