O Genro

Certo homem viajava para então cerimónia de lobolo. Não conhecia seus futuros sogros, mas estes já teriam visto a filha junto deste. Desconfiados ficaram à espera daquela data.

Como é sabido, namoro de hoje, difere-se ao de ontem. O casal ao se apreciar caminha junto em quase toda cidade, para além de longas paragens por debaixo das fruteiras ou sombras do alheio. Foi naquele instante que os pais dela viram consecutivamente encontro entre ambos e prestaram mais atenção para melhor data.

O dia da verdade chegou. Em dianteira, aquela família de primeira linhagem articulava os passos e acertar dos dados, o homem fez-se a um bar e pediu um café enquanto fazia tempo ao seu chamamento.

No mesmo instante, chega certo Senhor, com vestes e meias esfarrapadas. Sentou-se em uma mesa isolada e foi assistindo os movimentos do futuro genro.

Por coincidência, era seu aniversário, teve a coragem de aproximar ao homem, a quem perguntou “se importava em sentar com ele”.

O homem todo calmo, respondeu em gestos, puxando a cadeira e deixou o seu sogro acomodado, sem que este o conhecesse e pediu mais um café no mesmo instante, acompanhado de um pedaço de bolo.

Durante a conversa, o senhor questiona ao homem o que ele faria naquele bairro, uma vez estar só quando poderia ter convidado parte dos amigos para o fazerem companhia.

Disse este que ia a um cerimonial e parte dos seus acompanhantes estavam na casa dos pais da noiva, com classe a resposta ficou clara e percebida pelo questionador.

Sempre com olhos no pulso, controlava horas minutos a minutos para se aproximar na residência, mas o pai da moça, assim que terminou o café, colocou os pés em direcção à sua casa, após o reconhecimento feito junto do genro.

Todo sorridente, preparou-se para a devida hora, fato e gravata, estava diferente ao senhor do café, quem, por conseguinte recebe o seu genro com maior felicidade, afinal já o havia testado de acordo com as suas vontades.

Surpreende-se o homem ao deparar-se com aquele rosto que minutos antes com ele conversava, o que mais tranquilo o teria deixado uma vez não ter cometido nenhuma maldade.

Fica certo um ensinamento, nunca tratar o diferente a quem não o conheces, afinal pode ser este seu salva-vida, tal como foi o sogro que facilitou a vida do genro no âmbito do seu lobolo.

Por vezes quem parece nada ter, possui maior que os que se expõem, desde a responsabilidade à conduta: é sempre bom tratar a todos por igual evitando dissabores em sua colheita.

CÉSAR NHALIGINGA

DESTAQUE

Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 16 de Julho de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO

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