Manifestações convocadas por VM7 foram mais destrutivas que a guerra dos 16 anos
O Presidente moçambicano entende que o nível da destruição na província da Zambézia nos perto de seis meses de protestos pós-eleitorais, convocados pelo candidato presidencial oficialmente derrotado, Venâncio Mondlane, foi superior aos da guerra civil, com a Renamo, descrevendo o cenário como “só visto”.
“Os danos são piores do que aqueles que a ‘Guerra dos 16 anos’ causou nestas vilas que estou a fazer referência aqui na província da Zambézia. E é só visto, dito ninguém acredita”, afirmou Daniel Chapo, após a visita de três dias que realizou àquela região do centro do país, que terminou no sábado.
“São bens públicos e privados, o prejuízo é enorme. Estas vilas que eu estou a falar aqui, Morrumbala, Mocubela e o distrito da Namacurra, mesmo durante a ‘Guerra dos 16 anos’ não houve este nível de destruição que aconteceu durante as manifestações. Durante a ‘Guerra dos 16 anos’, a Renamo chegou à vila, invadiu, mas vivia nestas casas”, apontou Chapo, assumindo que estas vilas ficaram “totalmente destruídas” nos protestos, incluindo hospitais ou mercearias, apelando à reconciliação nacional.
As autoridades da Zambézia estimaram anteriormente necessitar de 1.500 milhões de meticais para reabilitar as infraestruturas destruídas nestes protestos pós-eleitorais.
A guerra civil de Moçambique, também conhecida como a ‘Guerra dos 16 anos’, opôs as forças do Governo moçambicano, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), de 1976 a 1992, terminando então com o Acordo Geral de Paz, após estimativas de um milhão de mortos e elevada destruição.
Na Zambézia, o chefe de Estado fez um paralelo com as manifestações pós eleições gerais de 09 de Outubro até Março último e as consequências destas em várias zonas daquela província.
“[A Renamo, durante a guerra] viviam nesta casa de administrador, viviam nesta secretaria, viviam nesta escola, viviam nesse hospital, viviam até incluindo neste posto policial ou comando policial. Portanto a vila foi ocupada, mas não destruíram, viviam lá. Por isso, quando houve o Acordo Geral de Paz, algumas infraestruturas de algumas vilas sede como estas que estou a fazer referência estavam em condições. Mas estou a dizer uma vila inteira que desapareceu”, apontou.
Moçambique viveu desde as eleições de 09 de Outubro de 2024 um clima de agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Mondlane [carinhosamente tratado por VM7], que rejeita os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder, como quinto Presidente.
Redactor
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