Palhaçadas — REFINALDO CHILENGUE

A pretexto de combater a lavagem de capitais e alegados financiamentos a grupos terroristas, quase todos os bancos comerciais obrigam, volta e meia, os seus clientes a parar de trabalhar para procederem à “actualização” dos seus dados.

Este enfadonho, incómodo e tedioso processo, no qual inclusivamente muitos dos próprios funcionários bancários nem acreditam na sua relevância e eficácia — desabafam —, é simplesmente irritante, para além de fomentar o laxismo.

Associado às constantes “actualizações” de dados, se acrescem as alegadas novas “ordens” do Banco de Moçambique, simplesmente absurdas, tais como as de proibir levantar um certo valor e depositar parte do mesmo numa outra conta…, para não falar das habituais enchentes nos balcões [por exemplo, quando este tem quatro “caixas”, geralmente funciona apenas uma …], cujo atendimento é àquela rapidez moçambicanamente.

Depois são as quedas frequentes dos “sistemas” informáticos e o ping pong de argumentos do Banco de Moçambique e dos gestores dos bancos comerciais em torno das bagunças vividas nos balcões bancários.

Mais cedo ou mais tarde, estas palhaçadas bancárias deixarão a nu as suas consequências.

Aliás, não é à toa que muitos moçambicanos preferem, hoje em dia, as Instituições de Moeda Electrónica (IME) em detrimento da banca comercial clássica (Redactor Nº 7127, págs. 1 e 2).

Porque, por motivos de idade, muitos dos gestores dos bancos comerciais podem não saber, vale referir, a título de exemplo, que em certas conjunturas, neste Moçambique, os padeiros já foram “estrelas” e “donos disto tudo”. Depois veio a vez dos magaízas ou madjoni-djoni [trabalhadores nas minas da África do Sul], etcétera, etcétera. Hoje, se alguma dama cai nos braços de um padeiro ou madjoni-djoni é por amor verdadeiro e não por conveniência.

Hoje são alguns dos bancos comerciais, em aparente conluio com o banco central, a atazanar os verdadeiros donos do dinheiro que conservam o gerem, mas acredito que chegará um dia em que sentirão o gosto da sua irrelevância, porque as tecnologias marcham de forma impetuosa e irreversível.

Para que não chegue cedo o dia em que fiquem a falar sozinhos, alguém de bom coração pode, por favor, alertar o tio Zanda mais famoso que trabalha na Avenida 25 de Setembro e muitos dos gestores dos bancos comerciais a saberem ler os sinais?

É que em Moçambique, todos os adultos — e não só —, têm uma ou mais contas nas IME, e já não se pode dizer o mesmo em relação à banca clássica.

A MINTHIRU IVULA VULA KUTLHULA MARITO! Os actos valem mais que as palavras! Digo/escrevo isto porque ainda creio que, como em anteriores desafios, Moçambique triunfará e permanecerá, eternamente.

REFINALDO CHILENGUE

Este artigo foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 08 de Agosto de 2025, na rubrica TIKU 15.

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