O candidato ideal para Diretor-Geral da UNESCO

Enquanto as Nações Unidas comemoram o seu 80.º aniversário e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) celebra oito décadas de acção em prol da paz e do desenvolvimento, o nosso mundo enfrenta mudanças profundas.

Neste momento crucial, temos a oportunidade de dotar estas instituições multilaterais de uma visão voltada para o futuro, a fim de orientar essa transformação.

Criada em 1945 como um baluarte contra o regresso das guerras mundiais, a ONU e as suas agências especializadas proporcionaram um quadro de cooperação e um fórum universal para o diálogo.

No entanto, na véspera do seu 80.º aniversário, o ressurgimento das tensões geopolíticas, as crises sociais, as emergências climáticas e o aumento da intolerância lembram-nos que a paz continua frágil — e que o ideal de solidariedade deve ser constantemente renovado.

O espírito fundador da UNESCO ainda ressoa com força: “Como as guerras começam nas mentes dos homens, é nas mentes dos homens que as defesas da paz devem ser construídas”.

A paz pode ser declarada por meio de tratados diplomáticos, mas é garantida por meio de salas de aula, laboratórios de pesquisa, instituições culturais e redes de comunicação que conectam pessoas além das fronteiras.

A essa missão global, soma-se agora um desafio sem precedentes: o surgimento da Inteligência Artificial (IA). Esta revolução tecnológica, rica em promessas para a educação, a investigação e a criatividade, também acarreta riscos.

Pode ampliar as divisões entre as nações, aprofundar as desigualdades ou tornar-se uma ferramenta de manipulação. Agora, mais do que nunca, a UNESCO deve posicionar-se como o fórum global onde se estabelecem princípios éticos e salvaguardas — garantindo que a IA sirva a paz e a equidade, em vez da divisão e da dominação.

A UNESCO está numa posição única para orientar as sociedades nesta transição, garantindo que a tecnologia permaneça ao serviço da humanidade. Numa era de intensificação da concorrência tecnológica, a UNESCO deve ser uma sentinela ética, um catalisador da cooperação e um centro de formação, para que todas as comunidades possam beneficiar e contribuir para a inovação.

Porquê Firmin Edouard Matoko?

Neste contexto crítico, Firmin Edouard Matoko é o candidato ideal para o cargo de Diretor-Geral da UNESCO. Com décadas de experiência na formação da organização, ele personifica o espírito do multilateralismo, demonstrado pelas suas conquistas no avanço do diálogo intercultural e na promoção da educação como motor da transformação social.

Homem de convicção e consenso, o Matoko oferece uma liderança inspirada, pronta para dar nova vida à missão universal da UNESCO, adaptando-a aos desafios de hoje e às oportunidades de amanhã.

Apoiar a sua candidatura é afirmar que a UNESCO, aos 80 anos, deve renovar o seu compromisso fundador: construir a paz nas mentes dos homens e das mulheres. Apoiar o Matoko é uma escolha por uma liderança visionária — capaz de moldar uma ambição coletiva onde a educação, a cultura, a ciência, a comunicação e agora a inteligência artificial são aproveitadas a serviço da dignidade humana e da cooperação internacional.

Os aniversários da Organização das Nações Unidas e da UNESCO lembram-nos que estas instituições só existem graças à confiança dos povos e à sua vontade de construir um futuro comum.

À medida que entramos numa nova era marcada pela incerteza e pela transformação, a nossa responsabilidade é clara: garantir que oito décadas de legado se tornem um trampolim para enfrentar os desafios e oportunidades do século que se avizinha.

Amadou Mahtar Ba *

*   Amadou Mahtar Ba é um proeminente empresário da área de media e tecnologia. Como líder em seu campo, ele co-fundou e preside a AllAfrica Global Media, a plataforma líder mundial para a distribuição de notícias e informações africanas.

Um renomado especialista em media, comunicação e desenvolvimento. Possui vasta experiência nos meandros da ONU, com enfoque especial para a esfera do Empoderamento Económico das Mulheres e dos Conselhos da Agenda Global do Fórum Económico Mundial.

A sua carreira — que se estende por quatro décadas na África, Europa, Oriente Médio e Estados Unidos — demonstra liderança na amplificação das vozes africanas em direção à transformação global.

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