Emissões internas disparam dívida para 910,8 milhões de MZN

A dívida moçambicana cresceu 910,8 milhões de meticais no segundo trimestre deste 2025, devido ao aumento das emissões internas, de acordo com um relatório do Ministério das Finanças.

Segundo o relatório, o stock da dívida de Moçambique atingiu no final de Junho passado 1,072 biliões de meticais.

A dívida moçambicana cresceu 910,8 milhões de meticais (12,1 milhões de euros) no segundo trimestre, devido ao aumento das emissões internas, de acordo com um relatório do Ministério das Finanças.

De acordo com o relatório, o stock da dívida de Moçambique atingiu no final de Junho passado 1,072 biliões de meticais, um aumento de 0,1% face ao primeiro trimestre de 2025.

No documento, sobre a evolução da dívida pública de abril a junho, o Ministério das Finanças explica que o “desempenho se deve essencialmente ao aumento da dívida interna” em 0,4%, face aos três meses anteriores, para um stock de quase 445 mil milhões de meticais.

Este valor resulta “das novas emissões de dívida no âmbito da Facilidade de Crédito do Banco Central (21,6% do stock total da dívida interna)”, lê-se.

No final do segundo trimestre, a dívida externa de Moçambique ascendia ao equivalente a 627.855 milhões de meticais, recuando assim 0,1% face aos três meses anteriores, devido, segundo o documento, ao “cumprimento do serviço da dívida”, bem como ao “compromisso do Governo em priorizar à contratação de dívida a condições altamente favoráveis”.

O Governo moçambicano alertou anteriormente para um “impacto muito grande” no serviço da dívida pública interna em caso de flutuações nas taxas, face ao aumento do ‘stock’, prevendo gastar 267 milhões de euros só em Setembro.

“Face ao aumento do ‘stock’ da dívida interna nos últimos anos, um choque na taxa de juro terá um impacto muito grande no serviço da dívida interna”, aponta o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP), de 2026 a 2028, de acordo com dados oficiais que circulam desde Julho deste 2025.

Acrescenta que os dados actuais evidenciam “uma concentração de pagamentos em períodos específicos, o que pode colocar uma pressão na tesouraria pública, requerendo uma monitoria constante ao longo do período”.

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