O cão roubado
Jovem de seus vinte e sete anos de idade, tido como ladrão de cães, apanhado num determinado bairro a comercializar o último que trazia em mão.
A vizinhança lamentava dia e noite, ninguém sabia o que estaria a acontecer, tal que também precisava saber quem era o ladrão, quando ele se fazia de inocente.
O gatuno foi derrotado por um dos cães que farejava à procura do dono, este, aproxima a um que não o conhecia, estranhou o proprietário do animal “como meu cão conhece alguém que nunca o vi”, talvez seja amigo de meu filho, mas que saiba, ele não mora cá, frequenta as aulas em local distante e vive no lar, algo não está bem, assim falava o senhor.
– De onde conheceu meu cão, o simples gesto de carinho que fez para contigo me preocupa. Não és amigo da família, não o conhecemos na zona, mas o cão que pessoalmente vi nascer e hoje abana a cauda para ti,…!
Já cercado pelos populares, o pobre jovem, gagueja para se pronunciar “pode ser uma mera coincidência, mas sempre brinquei com animais, quer domésticos como não”…, ladra o cão por duas vezes, isso preocupou ainda mais o proprietário, mas este era gesto de “desmentir” o dito pelo ladrão.
Facilita jovem, disse uma senhora que com pena ficava e esta entende a matéria de comunicação para com os animais, que, na sua fala, pergunta, qual o nome do cão?
A mesma questão coloca ao dono do animal, com simplicidade, optou por assobio, uma ligeira forma de comunicação entre eles, sem êxitos, o animal salta e lati, abana a cauda e tira a língua fora, pingava saliva e respira fundo, buscando e dando mais atenção ao verdadeiro dono.
Só para ver, “os cães não contam com a comunicação vocal da mesma forma que os humanos, mas esta ainda representa uma parte importante da forma como eles se apresentam e expressam as suas emoções a outros cães e à sua família humana”, falou a senhora!
Querendo posso ir mais fundo, mas antes digo o nome do cão a quem quiser, podendo chamar, veremos o que este pode fazer, tal que baixinho disse a um dos acompanhantes da estória, propositou e chamou…, o cão sem mais delongas, ladrou e abanou a cauda, mostrando que tem domínio do seu próprio nome.
A explicação que o jovem deu a quando a questão: porque roubar, disse “ter fome e sente necessidades, fora de ser pobre e não tem oportunidades para vencer a vida…”
As palavras por ele dadas entristeceram o proprietário do cão, quem reagiu com tom agudizado, que poderia ter batido a porta, uma vez estar a precisar de um guarda para a sua residência, mas o fulano deu total balde de água fria que a melhor opção seria “uso de câmaras” e não pessoa como tal!
Nasci pobre, cresci em bairros populares e não me via um dia ter a vida que levo, mas ladrão a esta altura é destruidor mental, a trafulhice humana é não se forçar a realização de algo potencial, quero sempre tirar do bolso o pouco que temos, isso é inexplicável.
Como é óbvio, as pessoas que desenvolvem a desculpa pelo acto que o fazem, transmitem sempre o que os facilite para potencializar a sua autodefesa.
Daí que digo, “estender a mão para coisa de bom e de bem, assim estaria a mudar a ti e seu próximo, dói bastante saber que se trata de pai de família, quem despede os seus seguidores alegando ir ao trabalho, para de seguida salto aos murros com vista a roubar”.
Faça uma reflexão antes de qualquer acção, afinal roubar é extremamente vergonhoso no seio da humanidade.
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 10 de Outubro de 2025, na rubrica de opinião denominado OPINIÃO
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