Afonso Dhlakama homenageado em Nairobi

O mítico falecido líder da Resistencia Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Macacho Marceta Dhlakama [1953-2018] foi esta terça-feira homenageado em sessão solene realizada na capital do Quénia, Nairobi, pela União Democrática Africana.

Numa cerimónia marcada por uma profunda emoção, presidida pelo jurista e antigo chefe de Estado do Ghana [2017-2025], o octogenário (81) Nana Akufo-Addo, Dhlakama foi lembrado pelo seu contributo para a implantação da democracia em Moçambique.

Na mesma altura foi igualmente homenageado Jonas Malheiro Sidónio Sakaita Savimbi [1934-2002] um sociólogo, político e guerrilheiro angolano que em 1966 criou e presidiu até à sua morte a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

Em vida, Afonso Dhlakama presidiu a DUA e foi vice-presidente da UDI, União Internacional para a Democracia, uma organização Global de Partidos de centro-direita.

Em representação da RENAMO testemunharam ao acto Linette Eunice Djinira Gonoury Olofsson, chefe adjunta do Departamento Nacional de Relações Exteriores e Marcial Macome, Chefe do Departamento Nacional de Informação e porta-voz do partido.

A homenagem a Dhlakama decorreu no âmbito de mais uma reunião periódica da DUA  que está a decorre na capital queniana.  

Linette Olofson, recebendo o trofeu em homenagem a Afonso Dhlakama

Rafael Massanga Sakaita Savimbi, um dos filhos de Jonas Savimbi, e candidato a presidente da UNITA [tem como opositor nesta corrida o actual líder do maior partido na posição em Angola, o engenheiro electrotécnico Adalberto Costa Júnior] testemunhou a homenagem ao pai em Nairobi.

Na sessão de segunda-feira Linette fez parte do painel cujo o tema foi “Strong Women, Strong Nations: Building Africa’s Future Through women’s Centre-right leadership”, ou seja, “Mulheres fortes, nações fortes: construindo o futuro de África através da liderança das mulheres do centro-direita”, onde a moçambicana destacou o papel da mulher partidária no seio da RENAMO.

A DUA ou UDA (em Português), União Democrática da África, foi fundada em Dacar, Senegal, em 1997, como uma aliança de partidos políticos de centro-direita de toda a África com o objetivo de proteger a democracia e a liberdade individual no continente.

Leonor Elisa Lopes de Sousa representa o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), outra formação política parlamentar moçambicana que faz parte da União Democrática da África.

Em 1979 Afonso Dhlakama sucedeu a André Matadi Matsangaissa [1950-1979] na liderança da RENAMO e dirigiu com excepcional bravura a luta armada contra o regime de inspiração marxista-leninista instalado em Maputo desde Junho de 1975 pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

Terminada a guerra civil que durou 16 anos [1976-1992] e com a introdução do multipartidarismo a RENAMO esteve sempre em segundo lugar no ranking oficial do espectro político moçambicano na sequência de eleições geralmente de lisura questionada tanto pela maioria dos concorrentes como pelos observadores nacionais e estrageiros.

Após a morte de Dhlakama ascendeu à liderança do partido o general Ossufo Momade, rapidamente muito contestado por uma substancial fasquia dos militantes da RENAMO, que alegam brandura, inércia e incumprimento dos estatutos por parte do actual presidente da “perdiz”, hoje a terceira forca política de Moçambique, depois de destronada da segunda posição pelo Partido Otimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), de Albino Forquilha.

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