Governador de Inhambane e edil de Vilankulo trocam acusações
Francisco Pagula e Joaquim [Quinito] Vilanculo, Governador da província de Inhambane e edil de Vilankulo, respectivamente, trocam acusações severas na sequência da forma como foi organizada e realizada a Conferencia Internacional de Turismo naquela parcela de Moçambique, nos dias 03 e 04 deste Novembro.
No programa oficial do evento, nenhuma passagem fazia referência ao edil, sinal que este interpreta como “exclusão”, razão pela qual este optou por “gazetar” do evento, atitude que, na óptica do governador, não passa de uma manobra de “vitimização” do gestor da cidade que nas aspirações do Presidente da República, deve ser transformada em Miami ou Bali de Moçambique, no que ao Turismo diz respeito.
Em entrevista ao jornal Redactor, Quinito Vilanculo classificou a postura do governo provincial em geral e da pessoa do governador Francisco Pagula, em particular, de “baixaria” e “egoísta”, recordando que a mesma é recorrente.
É por isso que Quinito Vilanculo apela a quem de direito a submeter o Governador da província de Inhambane a sessões indutivas sobre as regras básicas de protocolo de Estado, para não continuar a beliscar a marca de “terra de boa gente” que esta parcela há séculos carrega.
“Não é a primeira vez que coisa idêntica acontece. Vilankulo é uma cidade abençoada em termos de acolher eventos. Em Setembro deste 2026 hospedamos aqui a reunião nacional dos administradores. Depois de termos sido envolvidos na preparação do evento, já no momento da sua realização fomos excluídos”, lamentou o edil

Quinito Vilanculo frisou que como “donos da casa” ao menos a edilidade devia, ter sido concedida oportunidade para saudar e dar boas-vindas aos participantes na Conferência Internacional de Turismo, o que não aconteceu, justamente numa altura em que se propala o decurso do “Diálogo Nacional Inclusivo”.
“Pela norma do protocolo do Estado, qualquer evento que acontece numa cidade é preciso que o respectivo governante tenha no mínimo espaço para saudar e desejar boas-vindas aos que nele participam, mas infelizmente mesmo no próprio programa não vinha lá pelo espaço para o Presidente do Município ter palavra”, deplorou Vilanculo.
No entanto, a interpretação do Francisco Pagula é outra. Ele entende que em eventos dirigidos pelo Presidente da República quem deve brilhar como hóspede é o Governador, à excepção da cidade de Maputo, que não possui esta figura directamente eleita pelo povo.
Quinito Vilanculo entende os argumentos de Francisco Pagula como meras fantasias, repetindo que a prática só demostra que “estamos a trabalhar com um governo provincial que não é íntegro. Isto é uma mentalidade baixa, porque todo aquele que pensa e ou exclui o dono da casa não tem respeito”.
Daniel Francisco Chapo, Presidente da República, ainda se referiu ao Edil no seu discurso de encerramento do também apelidado Mozambique Touris Summit 2025 episódio que, na avaliação de Quinito Vilanculo, evidencia que o chefe de Estado não sabia da exclusão do gestor da cidade de Vilankulo (Redactor N° 7189, págs. 1 e 2).
“Acredito que o Presidente da República não sabe o que ocorreu. Ele é inocente. Quem conhece Daniel Chapo sabe que não podia compactuar com a baixaria promovida por Pagula. Nem o administrador local, com quem me dou bem, não está de acordo com o comportamento do Governador Pagula”, repetiu Quinito Vilanculo.
No entender do edil de Vilankulo, todos estes “pontapés às regras protocolares básicas são obra do governo provincial. Só pode ser por ignorância ou simples egoísmo do governador Pagula, infelizmente a postura dele não é digna de um governante que está a liderar uma província”.
REFINALDO CHILENGUE, em Vilankulo
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 12 de Novembro de 2025.
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