Dados actualizados das pessoas afectadas pelas actuais intempéries
As intempéries — cheias e inundações — que estao a flagelar Moçambique por estes dias [desde 7 de janeiro] já afectaram 651.843 pessoas, com 12 mortos e 95.870 cidadãos em centros de abrigo, nas contas do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, com dados até às 13:30 deste sábado, as cheias que se registam em vários pontos do país afectaram o equivalente a 141.251 famílias, com registo de 3.396 casas parcialmente destruídas, 767 totalmente destruídas e 71.600 inundadas.
Face ao balanço anterior, de sexta-feira, o número de pessoas afectadas aumentou em mais 10 mil, essencialmente nas províncias de Maputo e de Gaza, ambas no Sul do país.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias em cerca de 15 dias, numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no Sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em Outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 131 pessoas em Moçambique, além de 144 feridos, e 779.506 pessoas foram afectadas, segundo os dados do INGD.
Até 16 de Janeiro, era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afectadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de Outubro a Abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.
Segundo os dados de hoje, estão actualmente activos 94 centros de acolhimento – mais três em 24 horas -, com 95.870 pessoas, incluindo 19.516 que tiveram de ser resgatadas. Na nova actualização, contabiliza-se que foram afectadas, desde 07 de Janeiro, 229 unidades sanitárias e 364 escolas, três pontes e 1.336 quilómetros de estrada.
No registo do INGD aponta-se ainda para 232.163 hectares de área agrícola afectados, atingindo a actividade de 174.056 agricultores, além da morte de 74.593 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
Hoje prosseguem acções e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.
Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra de Moçambique.
Em Maputo, as estradas Nacional 1 (EN1), para Norte, e Nacional 2 (EN2), para Sul — ligando a capital moçambicana e o Reino de Eswatini —, continuam intransitáveis, devido à subida dos níveis das águas.
Redactor
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