HCB distribui 297 milhões de MZNs em dividendos

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) vai pagar aproximadamente 297 milhões de Meticais em dividendos aos detentores de acções da Série B,ainda esta semana — 21 de Maio —, numa operação que recompensa cidadãos, empresas e instituições moçambicanas pelo desempenho financeiro da empresa no exercício económico de 2025.

A distribuição de dividendos resulta da aprovação, em Assembleia Geral Ordinária realizada a 30 de Abril de 2026, da aplicação do resultado líquido de 7,1 mil milhões de Meticais registado em 2025.

Do montante total, 61,2% foram destinados à remuneração dos accionistas, enquanto os restantes 38,8% ficam retidos para financiar projectos estratégicos de investimento, incluindo iniciativas de reabilitação, modernização e expansão da capacidade produtiva.

Os accionistas da Série B – que compreendem cidadãos, empresas e instituições moçambicanas – receberão um dividendo bruto de 0,27 Meticais por acção, correspondente à totalidade do resultado líquido por acção do exercício.

Este valor representa uma ligeira redução face aos 0,28 Meticais por acção distribuídos em 2024.

Já os accionistas da Série A, designadamente o Estado Moçambicano e a Redes Energéticas Nacionais (REN), terão direito a um dividendo de 0,16 Meticais por acção.

Calendário e condições de pagamento

A data ex-dividendo foi fixada em 18 de Maio de 2026, a partir da qual as acções da Sociedade Anónima HCB passam a ser transaccionadas sem o direito ao recebimento dos dividendos relativos ao exercício de 2025. O pagamento efectivo ocorrerá três dias depois, a 21 de Maio.

Os dividendos estarão sujeitos a retenção na fonte, nos termos da legislação fiscal aplicável ao Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) e ao Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC), podendo ainda incidir sobre os mesmos eventuais encargos relacionados com taxas e comissões bancárias.

A decisão de reter 38,8% do resultado líquido evidencia o compromisso da HCB com a sustentabilidade a longo prazo, permitindo o financiamento de projectos essenciais para a manutenção e expansão da infraestrutura energética do país. Esta estratégia equilibra a remuneração dos accionistas com a necessidade de investimentos contínuos em instalações que desempenham papel fundamental no fornecimento de energia a Moçambique e à região.

©Redactor

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