Finalmente o Brasil! — FAHED SACOOR
E 1958 na Suécia deu-se mais um episódio estranho. Mazzola o avançado do Brasil falhou uma oportunidade flagrante a frente da baliza contra a Ingalterra e ele perdeu a “cabeça”, começando a gritar e a chorar, e pontapear o poste da baliza. Não parava, foi um ataque “epiléptico” momentâneo que deixou os companheiro e adversários assustados! A solução veio do seu capitão, Bellini, que sem mais nem menos, deu-lhe uma valente bofetada na cara e, não é que isto foi mesmo uma solução, pois ele recuperou a memória!
Por falar de Bellini, capitão do Brasil, entrou também ele nos anais da história, com a comemoração “ícónica”, que até os nossos dias, vai valendo como o climax final! Pois, foi ele que ergueu o troféu com as duas mãos por cima da cabeça, e assim, fixou um “dogma”, como uma marca regsitada!
O avançado francês, Just Fontaine, também ficou na historia dos mundiais, pois, até agora ninguém conseguiu bater o seu recorde de 13 golos num só mundial. O ponta-lança pela França, marcou em todos os seis jogos que disputou desde a fase de grupos até a semi-final onde perdeu com o Brasil. A França tinha uma super-equipa neste mundial.
O Mundial de 1962 foi no Chile ganho pela segunda vez consecutiva pelo Brasil, batendo na final a Checoslováquia por 3-1.
Neste mundial, há uma história curiosa sobre os Bota de Ouro do Mundial. Apenas com quatro golos, Garrincha,Vavá, Albert, Ivanov, Sanchez e o juguslavo Jerkovic, foram considerados os melhores maracdores do Mundial de Chile 1962. Só que Jerkovic “reclamou” que ele tinha mais um golo que estes todos. No no último jogo do seu grupo, a Juguslávia goleou a Colómbia por 5-0, e o primeiro golo fora atribuído a um dos seus companheiros, quando ele teria sido o autor do golo. Este episódio só teve um final feliz, três décadas depois, quando a FIFA, finalmente, reconheceu que de facto ele era o autor do golo e por conseguinte o Bota de Ouro do Chile 1962. Seu a seu dono. A justiça faz-se, mesmo que seja tarde!
Neste mundial, também houve jogadores que permutaram de país, i.é., nos mundiais anteriores jogaram para um país e neste jogaram para outro. Isto era permitido na altura, por exemplo, o craque Puskas, húngaro de nascença, que representou o seu país em 1954, representou a Espanha no mundial de Chile. Assim como o tal “esquizofrénico” Mazzola, que representou o Brasil e venceu a Copa do Mundo na Suécia, no mundial seguinte do Chile, representou a Itália. Situação impossível de acontecer nos nossos tempos!
FAHED SACOOR
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 25 de Maio de 2026, na rubrica de opinião denominado MUNDIAL2026.
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