O medo do julgamento e da condenação social — JOÃO RIBEIRO
Embora seja do nosso conhecimento o assunto em epígrafe, parecemos ainda muito ignorantes quanto à magnitude do mal que ele tem causado na vida das pessoas.
Julgo ser sensato que nos importemos com o que as pessoas dizem de nós. Afinal, vivemos no meio delas e, de certa forma, somos pessoas por causa das pessoas. Contudo, não acho correcto que a opinião popular seja aquilo que dita as nossas vidas ou guia todas as decisões que tomamos.
O nosso Senhor Jesus Cristo, em determinado momento do seu ministério terreno, pareceu interessar-se por saber o que as pessoas diziam acerca dEle. A resposta dada pelos discípulos não foi surpreendente. Havia muitos nomes e opiniões atribuídos a Jesus, mas nenhum deles revelava verdadeiramente quem Ele era.
Por isso, Jesus fechou o círculo e perguntou aos que estavam mais próximos dele. Sabemos, pela leitura das Escrituras, que foi Pedro (um dos seus três discípulos mais íntimos) quem, revelado pelo Espírito Santo, deu a resposta correcta.
A verdade infalível é que, assim como rotularam Jesus, o mais puro entre todos os homens, também nos rotularão. Muitos falarão de nós sem realmente nos conhecerem. Porém, aqueles poucos que conhecem o nosso nome, a nossa história e a nossa essência permanecerão ligados à verdade. E isso é o que realmente importa.
A tentativa de viver para agradar à sociedade é uma das piores prisões em que o ser humano pode se encontrar. Infelizmente, há muita gente encarcerada nela.
Daí a necessidade de conhecermos o nosso verdadeiro eu em Deus, a fim de lidarmos melhor com o julgamento e a condenação social. Quem sabe quem é diante de Deus não se deixa definir pelos rótulos dos homens.
©JOÃO RIBEIRO
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