Aproveitar energia de Tete para impulsionar industrialização
O governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, defendeu, sexta-feira (30 Out 2026), em Tete, a transformação do potencial energético da província em energia suficiente, fiável e acessível, para impulsionar a industrialização, melhorar a competitividade das empresas e elevar o bem-estar das populações.
Navalha falava na abertura da sessão pública do 51.º Conselho Consultivo do banco central, dedicada ao tema “Desafios e Oportunidades do Aproveitamento do Potencial Energético de Tete para a Segurança Energética de Moçambique”, reunindo representantes de instituições públicas, do sistema financeiro, do sector privado, da academia e da sociedade civil.
“Hoje, queremos ir além do reconhecimento desse potencial e discutir em que medida ele está a ser transformado em benefícios concretos para as empresas, para as famílias e para a economia”, afirmou o governador.
Segundo Navalha, Tete ocupa uma posição singular no panorama energético nacional, não apenas pelas reservas de carvão e pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa, mas também pelo expressivo potencial hídrico e solar. A localização geográfica da província constitui igualmente uma vantagem para o fornecimento de energia ao mercado nacional e a países do interior da região.

O responsável apontou como principal desafio a conversão desses recursos numa oferta energética capaz de apoiar a produção e acelerar a transformação económica do país. Defendeu, neste contexto, um diálogo orientado para soluções que permita afirmar Tete como importante pólo energético nacional e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
A sessão incluiu a apresentação de um estudo destinado a aprofundar a análise das oportunidades e dos obstáculos ao aproveitamento dos recursos energéticos da província. O governador manifestou a expectativa de que o trabalho contribua para uma reflexão objectiva e para o reforço da segurança energética de Moçambique.
Durante a deslocação, a delegação do banco central visitou a mineradora Vulcan International, o Matadouro Industrial Canelfood e a Fábrica de Explosivos de Moçambique, para conhecer os processos produtivos e ouvir os desafios enfrentados pelas empresas.
Navalha explicou que estes contactos permitem recolher informação nem sempre captada pelas estatísticas macroeconómicas, aproximando a instituição da realidade de investidores, trabalhadores e famílias.
No âmbito da sua política de responsabilidade social, o Banco de Moçambique concedeu ainda donativos ao Orfanato São José do Cluny e à Associação Avó Teresa, instituições de Tete que apoiam crianças e comunidades vulneráveis. O governador sublinhou que a preservação do valor do Metical deve manter presente o bem-estar das pessoas.
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