Cinco ataques armados

A polícia moçambicana acusou hoje o braço armado da Renamo, principal partido de oposição, de ter realizado cinco ataques na semana passada nas províncias de Manica e Sofala, centro do país, que resultaram em danos ligeiros.

“Houve cinco ataques protagonizados por homens armados da Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] nos distritos de Mossurize, Báruè, Catandica e distrito de Nhamatanda, nas províncias de Manica e Sofala”, refere hoje um comunicado do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Na nota, em que se faz o balanço da actividade criminal da semana passada, o Comando-Geral da PRM refere que as Forças de Defesa e Segurança “rechaçaram” os alegados ataques.

“Visando perpetuar um clima de paz, ordem e segurança e tranquilidade públicas, a PRM apela à participação de todos os cidadãos no processo de manutenção da paz e segurança, através de denúncias pontuais de todos os actos que tendem alterar a ordem pública”, refere o documento.

Apesar de o Governo moçambicano e a Renamo terem alcançado alguns avanços nas últimas semanas, desde que reataram as negociações para o fim dos confrontos, não cessam acusações mútuas de ataques e assassínios de carácter político.

O executivo moçambicano e o principal partido de oposição chegaram a acordo sobre a participação de mediadores internacionais nas negociações, após o Governo ter inicialmente rejeitado essa exigência, que vinha sendo feita pela Renamo desde Novembro de 2015.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de Outubro de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória relativa no escrutínio.

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