Fazia sexo à distância no chapa — LEANDRO PAUL
As descrições coincidiam sempre: um homem baixo, magro, silencioso, com uma força estranha no olhar. A mesma roupa gasta, o mesmo passo lento
Ler maisAs descrições coincidiam sempre: um homem baixo, magro, silencioso, com uma força estranha no olhar. A mesma roupa gasta, o mesmo passo lento
Ler maisArmando, num gesto perturbador, aproximou-se da lâmina ensanguentada e lambeu-a, não por sede, mas por afirmação. Queria mostrar poder
Ler maisNo segundo em que o mundo se apagou à sua volta. Pensou no seu vizinho Nando, no gesto rápido que lhe devolveu a vida e o futuro
Ler maisOs intrusos reviraram gavetas, levaram dois televisores, uma aparelhagem sonora e tudo o que puderam levar, até mesmo as alianças
Ler maisO sol ardia impiedoso sobre os subúrbios de Maputo, derretendo o asfalto e o ânimo dos que por ali passavam.
Ler maisCerta noite, o silêncio foi rasgado por um grito. Um grito seco, agudo, que percorreu as ruas do bairro como uma rajada de vento cortante
Ler maisQuando o sol nasceu, a notícia da morte de Eugénio já se havia espalhado. Benjamim, o filho, fora avisado horas depois
Ler maisIndignada, a irmã pegou na panela e dirigiu-se à cozinha para servir o irmão. Foi aí que o caldo entornou. Paulino atirou-se contra ela
Ler maisO homem hesitou, recuou com nojo do odor pestilento, mas alguma coisa mais forte que o medo fê-lo meter as mãos entre os sacos
Ler maisOs médicos evitavam falar. Entre eles, murmurava-se que nunca tinham visto nada assim. Mateus, adormecido pela anestesia, nada sabia
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