Armadilhada às dezoito horas — LEANDRO PAUL
Familiares de Maria procuraram-na. Pediram que não a mandasse prender. Comprometeram-se a pagar os danos e as despesas de tratamento.
Ler maisFamiliares de Maria procuraram-na. Pediram que não a mandasse prender. Comprometeram-se a pagar os danos e as despesas de tratamento.
Ler maisTinha dinheiro no bolso. Três mil meticais. Restara da viagem. A quantia apareceu como uma última promessa de salvação.
Ler maisA mulher que entrara ali apenas para preparar uma refeição saíra com um dos braços profundamente queimado.
Ler maisEra essa a lógica daquela noite. Qualquer tentativa de parar a violência parecia transformar quem a fazia em defensor dos criminosos.
Ler maisDeitou-se junto à abertura, estendeu os braços e tentou puxá-la. Uma vez. Duas.
Judite escorregava. Ele voltou a agarrá-la.
Nas traseiras do edifício, algumas pessoas aproximaram-se. Alguém chamou ajuda. Outros ficaram simplesmente parados.
Ler maisNaquele dia, quando viu os netos a cavarem o quintal, Estei compreendeu finalmente até onde estavam dispostos a ir.
Ler maisHavia camas por todos os lados. Homens e mulheres. Ali não havia género. Apenas doentes.
Ler maisNo meio da revolta dos adultos, havia cinco crianças para quem todas aquelas perguntas talvez fossem grandes demais.
Ler maisAs duas mulheres afastaram-se, respirando com dificuldade. Já não estavam zangadas uma com a outra.
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