Os esforços da PMI na promoção de alternativas sem fumo
Dentro da sua estratégia de abandonar a produção de cigarros, a Philip Morris International (PMI) está a direccionar parte substancial do seu orçamento para a pesquisa e desenvolvimento de produtos sem fumo, tendo transferido 80% do seu orçamento comercial para a promoção de alternativas sem fumo, levando 40 milhões de adultos em todo o mundo a mudar para esses produtos.
O objectivo da PMI é fazer com que os seus produtos sem fumo representem dois terços da sua receita líquida até 2030, de acordo com Jacek Olczak, Director Executivo da companhia.
Falando numa conferência internacional em Dubai, no princípio de Outubro deste 2025, Olczak deu a conhecer que até 31 de Dezembro de 2024, os produtos sem fumo da PMI estavam disponíveis para venda em 97 mercados, com estimativas indicando um nível de aderência de cerca de 45,1 milhões de pessoas em todo o mundo.
Olczak apelou aos reguladores e outras partes interessadas para que adoptem o mecanismo a redução de danos causados pelo consumo do tabaco de queima com base em evidências científicas, “em vez de confiar em ideologias ou regulamentos desactualizados”.
Referiu que se os fumadores que quiserem abandonar o cigarro, mas não conseguem, não tiverem acesso a alternativas, continuarão a sofrer dos efeitos negativos do tabaco de queima.

“É quase imoral proibir alternativas enquanto os cigarros permanecem no mercado, pois isso priva os fumadores do direito de fazer uma escolha menos prejudicial”, disse o Director Executivo da PMI.
Há mais de 30 anos que a PMI tem estado envolvida num programa de inovação, transitando de uma empresa dedicada à produção de cigarros para produtos alternativos, menos nocivos à saúde.
O objectivo principal é criar um futuro sem fumo, no qual fumantes adultos que não conseguem parar de fumar podem beneficiar de produtos menos prejudiciais à saúde.
“Embora deixar de consumir tabaco e nicotina seja a melhor opção, oferecer alternativas é uma medida necessária para o grande número de fumantes que não conseguem parar”, sugeriu Jacek Olczak, que depois de discursar foi figura de cartaz de um debate moderado por Tomoko Iida, Directora de Envolvimento Científico da PMI para o Sul e Sudeste da Ásia.
Durante o debate, por ocasião do “Technovation 2025”, Olczak vincou os papéis da inovação, da tecnologia e da ciência na aceleração de um futuro sem fumo, apelando aos governos e os formuladores de políticas para “agir agora, pois adiar a acção prolonga a vida útil dos cigarros e custa vidas”.
“Os reguladores estão, na verdade, a avançar muito lentamente, porque já estamos há dez anos a utilizar produtos sem fumo. Dez anos é um período bastante longo para todos lerem os estudos científicos, verificarem os estudos científicos, apresentarem os seus próprios estudos científicos e chegarem a uma conclusão”, sublinhou Jacek Olczak.
O CEO da Philip Morris International apelou à colaboração entre governos, sector privado e público em geral para superar desafios e construir um futuro sem fumo.
“A nossa suposição inicial era que todos concordavam que fumar é algo muito mau do ponto de vista da saúde. Não há dúvida sobre isso. A questão é: quais opções temos? A sociedade concorda que as pessoas não devem fumar, mas a realidade é que elas fumam. Se não lhes dermos alternativas mais seguras, elas continuarão a fumar”, acrescentou Olczak.
Dados apresentados no decurso da “Technovation 2025” realizada em Dubai mostram que mais de 100 substâncias químicas encontradas na fumaça do cigarro foram classificadas por especialistas em saúde pública como prejudiciais ou potencialmente prejudiciais. Isso torna os cigarros a forma mais perigosa de consumir nicotina.
À medida que a sociedade abraça cada vez mais a inovação sem fumo, os especialistas concordam que a regulamentação baseada na ciência será fundamental para determinar a rapidez com que o mundo fará a transição para um futuro verdadeiramente sem fumo.
Para o CEO da PMI, “a melhor escolha para os consumidores é deixar de fumar, mas, se não conseguirem, devem mudar para alternativas melhores, que são menos nocivos à saúde”, expressando, ao mesmo tempo, convicção da necessidade de se criar e promover políticas governamentais que apoiem os esforços de redução dos danos causados pelo tabaco.
“É vital para levar os fumadores maiores de idade a optar por alternativas menos prejudiciais”, disse.
REFINALDO CHILENGUE (Texto e fotos), em Dubai
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