A copa da maior goleada — FAHED SACOOR
Foi o Mundial de Paolo Rossi, italiano que marcou seis golos nos últimos jogos, para se consagrar Bota de Ouro e vencer a Copa de Espanha 1982. Por causa disto uma empresa de sapatos, concedeu-lhe vitaliciamente, “free-shoes”. Também foi a estreia de Maradona nos mundiais, depois de ter sido preterido pelo seleccionador argentino em 1978. Este foi também o jogo da maior goleada num mundial, a Hungria goleou o El-Salvador por 10-1.
A Hungria, useira & vezeira nisto, pois já havia goleado no mundial de 1954, a Coreia de Sul por um concludente 9-0 e em 1974, a Jugoslávia goleara o Zaire (RDC), por 9-0, que criou muitos transtornos aos zairotas quando regressaram ao seu país, pelo regime ditador de Mobutu Sese Seko.
O jogador da Irlanda do Norte Whiteside estreou-se nos mundiais com apenas 17 anos, tornando-se no jogador mais jovem a disputar o mundial e em oposição, o guarda-redes mítico- italiano Dino Zoff, foi o jogador mais velho com 40 anos, embora, esse recorde já tenha sido batido por um outro guarda-redes africano-egípcio, Essam El Hadary, em 2018 na Rússia, jogando contra a Arábia Saudita, com 45 anos de idade.
Os Camarões em 1982 foram embora para casa, após três empates no seu grupo. Não ganharam, mas também não perderam. A Itália também estava neste Grupo 1 de Camarões, também só empatou tal e qual como os africanos e foi campeão do mundo! O que lhes valeu foi mesmo foi ter empatado dois jogos com golos e por isso foram apurados para a fase seguinte em Segundo lugar do grupo, com os mesmos três pontos de Camarões que ficaram em terceiro na classificação. A Nova Zelândia, que em 2010 também foi para casa só com empates, na sua estreia nos mundiais.
Já falamos sobre a Taça Jules Rimet roubado na Inglaterra e recuperada por um cão chamado Pickles, mas, a mesma taça foi de novo roubada em 1983, desta vez da sede da CBF no Rio de Janeiro. Nunca mais foi recuperada, crê-se que tenha sido derretida. A mesma Taça JR, havia sido escondia, numa caixa de sapatos debaixo da cama de um dos dirigentes italianos, para protegê-la dos nazistas, durante a II Guerra.
No França 4 – Kuwait 1, em Espanha, aconteceu um episódio caricato. O Sheikh Faizal da Federação de Futebol do Kuwait, resolveu descer da tribuna de onde assistia ao jogo, para invadir o relvado, mandando os seus recolher aos balneários, por discordar do último golo dos franceses em posição irregular. Muita confusão à volta disso, o árbitro soviético sentiu-se pressionado e intimidado, anulando o golo da França. A verdade é que a FIFA, não perdoou o árbitro, e mandou-o de volta para URSS.
O México foi de novo a sede em 1978. É o primeiro país a organizar dois mundiais num curto espaço, porque a Colómbia desistiu de organizar por falta de fundos, e o México estaria melhor preparado para acolher, embora, o Brasil e o USA também se aprontaram, como também os europeus, Espanha, Holanda, Alemanha, Bélgica e Holanda, numa candidatura conjunta, queriam ser os organizadores, mas a FIFA, quis manter a tradição de intercalar a realização de mundiais entre a Europa e outros continentes, neste caso, as Américas.
Foi o mundial de Diego Armando Maradona, que levantou o ceptro na final.
A Dinamarca também surpreendeu, batendo a República Federal da Alemanha (RFA), Uruguai por 6-1 e a Escócia. Larsen era a principal estrela da selecção, um rapaz que fumava quase 40 cigarros por dia.
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 02 de Junho de 2026, na rubrica de opinião denominado MUNDIAL2026.
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