2018: Rússia — FAHED SACOOR

A França conquista o seu Segundo título mundial, desta vez bateu a Croácia na final.

O guarda-redes Essam Hadary, ficará para a história dos mundiais ao representar as balizas do Egipto, aos 45 anos de idade. Sofreu seis golos e não ganhou nenhum jogo no seu grupo. Foi o primeiro mundial a ser testado com o VAR, e o primeiro pênalti dado pelo VAR foi no jogo França-Austrália, o árbitro não descortinou uma falta sobre Griezmann, o VAR chamou-o para consultar e corrigiu a decisão inicial. A FIFA diz que o VAR acertou em 99% nas suas decisões.

A mascote do mundial da Rússia é um lobo chamado Zabivaka (“aquele que escreve”). O mais curioso é que ele foi escolhido por crianças russas através de uma pesquisa online. Foi a Copa do Mundo com o maior número de pênaltis marcados: 29, mais que o dobro da última edição.

O cartão amarelo mais rápido da história destes mundiais, também aconteceu neste na Rússia. O mexicano Jesus Gallardo viu o amarelo aos 13 segundos de jogo contra a Suécia, ainda na fase de grupos. A goleada da Rússia por 5-0 contra a Arábia Saudita, foi o maior triunfo de um país anfitrião num jogo de abertura desde que a Itália venceu os Estados Unidos por 7 a 1 em 1934.

Pela primeira vez na história, todas as seleções marcaram ao menos dois gols na Copa do Mundo. Foi o primeiro mundial que não contou com selecções africanas para fase após os grupos, todas elas foram eliminadas esta fase inicial do mundial.

Cristiano Ronaldo tornou-se o jogador mais velho a marcar três golos numa partida do mundial. O feito aconteceu logo na estreia, no empate a três contra a ponderosa Espanha. Ele ainda entrou para um grupo restrito de jogadores que marcaram em quatro edições consecutivas, ao lado de Pelé, Uwe Seeler e Klose. Se marcar nesta edição será mais um recorde pessoal para CR7, assim como pode mesmo ultrapassar Eusébio que é o recordista português que mais golos tem em mundiais, apesar de ter feito apenas um mundial em 1966 na Inglaterra!

O guarda-redes da Croácia Danijel Subasic, defendeu quatro pênaltis no mundial e se igualou ao argentino Sergio Goycochea, que alcançou a marca na edição de 1990.

Didier Deschamps se tornou o terceiro nome a ser campeão do mundo como jogador e treinador. Os outros dois nomes foram Zagallo (1958, 62 e 70) e Franz Beckenbauer (1974 e 90).

Um dos melhores mundiais da nova Era. Primeira vez no continente asiático e no Médio Oriente e para um país árabe. Havia muitas dúvidas, se um país tão pequeno, sem qualquer irrelevância no futebol teria capacidade para um evento destes. A verdade é que com dinheiro tudo se faz. Construíram novas infraestruturas com prioridade para estádios novos com capacidade de 95 mil lugares como foi o de Lusail. Foi mesmo um espectáculo a sua organização, mesmo jogado no mês de Dezembro, contrariando o Junho e Julho que é normalmente o mês dos mundiais, desde os horários dos jogos ao clima quente, até o último jogo. Qatar mostrou que não é preciso ser expert na matéria para organizar um Mundial deste calibre, mesmo sem álcool que era o “busilis” da questão” da FIFA!  Foi o Mundial mais caro de todos, 220 milhões de USD, superando o da Rússia, que foi 208 milhões. Foi o mundial em que se estrearam mulheres a apitar estes jogos, como a Karen do México, isto logo, num país árabe!

Marrocos, foi a primeira selecção africana a chegar as meias-finais de competição.

Venceu a Argentina de Messi, coroado como o Melhor do mundo!

QUE VENHA O MUNDIAL 2026!

FAHED SACOOR

Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 10 de Junho de 2026, na rubrica de opinião denominado MUNDIAL2026.

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