Grupo Nedbank regista ganhos acima do perpectivado
O Grupo Nedbank reportou lucros de 8,4 mil milhões de rands [por aí 32.167.968.000 MZN] no primeiro semestre de 2026, acima das expectativas, apoiado por maior receita de juros e comissões, apesar do aumento de imparidades e da ausência de ganhos do Ecobank Transnational Incorporated (ETI) após a venda da participação.
O lucro diluído por acção (DHEPS) cresceu 15%, excluindo o efeito de base do ETI, enquanto a rentabilidade dos capitais próprios (ROE) se fixou em 15,0%, ligeiramente abaixo dos 15,2% registados no mesmo período de 2025, de acordo com dados partilhados com o jornal Redactor.
O banco declarou um dividendo intercalar de 1.052 cêntimos por acção, sustentado por um balanço considerado sólido.
O desempenho foi impulsionado por crescimento das receitas líquidas de juros e das receitas não financeiras, aliado a controlo de custos, que compensaram o aumento das perdas com crédito.
O presidente executivo, Jason Quinn, afirmou que as decisões estratégicas tomadas em 2025 — incluindo reestruturação organizacional, integração da Eqstra, aquisição da iKhokha e alienação da participação de 21% no ETI — começaram a produzir resultados, com crescimento em todas as áreas de negócio.
Quinn acrescentou que o ambiente operacional na África do Sul permaneceu “misto” no período em análise, com crescimento económico acima do esperado no primeiro trimestre, mas pressionado por inflação elevada, taxas de juro altas e menor rendimento disponível das famílias.
Nas operações regionais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o crédito aumentou 21% e as receitas não financeiras cresceram 12%, impulsionadas por maior actividade de clientes e aumento de comissões.
O banco também avançou na sua estratégia de expansão em África, tendo alcançado aceitação de 79,9% dos accionistas na oferta para aquisição de cerca de 66% do NCBA, na África Oriental.
Em Moçambique, o Nedbank destacou resiliência operacional num contexto de escassez de divisas, crescimento da carteira de crédito e manutenção de rácios de capital robustos, com solvabilidade de 30,8%, acima do mínimo regulamentar de 12%.
O Nedbank referiu ainda investimentos em modernização tecnológica, reforço da cibersegurança e iniciativas de desenvolvimento de capital humano.
A subsidiária indicou também reconhecimento em 2026, incluindo prémios de literacia financeira e banca móvel, bem como a distinção como “Superbrand” em Moçambique.
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