As consequências da bajulação no sector do trabalho — EUGÉNIO MULHOVO
Cansou-se de concordar com a falta de respeito, os salários atrasados e a falta de horários de saída e, por fim, confrontou o chefe, acabando por descobrir que não passava de uma peça substituível no jogo do patrão.
O lambebotismo, puxa-saquismo ou mesmo bajulação é a arma dos incompetentes para alcançar a confiança do chefe, alguém que se preocupa, em primeiro, segundo, terceiro e até quarto lugar, com a empresa e, por fim, com o seu trabalhador. Daí que os bajuladores usam essa arte para prejudicar os seus próprios colegas.
A bajulação, além de comprometer o avanço de uma empresa ou organização, corrói os relacionamentos entre colegas no sector do trabalho. Uns são promovidos pelo mérito e desempenho, enquanto outros o são pela via da bajulação.
Existe um ditado que afirma que: “O patrão não é teu amigo nem teu pai”.
Portanto, em ambiente laboral deve existir uma relação marcada pelo profissionalismo, respeito e princípios de ética profissional.
Conselho pessoal: Que cada trabalhador procure ter outras fontes de rendimento, pois a superdependência do chefe cria medo de falar a verdade, medo de exigir o mínimo dos seus direitos e uma luta constante pelo poder, até desaguar num mal chamado bajulação. Apelo aos directores das empresas, gestores de Recursos Humanos e até aos PCA para que pautem pela competência como único meio pelo qual os trabalhadores são promovidos, em defesa do princípio da justiça, assim como do bem da própria organização ou empresa.
©EUGÉNIO MULHOVO *
*Ministro religioso
Este artigo foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal REDACTOR, na sua edição de 12 de Outubro de 2026, na rubrica de opinião denominada Consciência pública.
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