Ignorantes da media na região

Ignorantes da media na região  – A região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) tem 16 países independentes há mais de 40 anos, excepto a Namíbia, que ganhou independência mais tarde, no início da década de 1990.

Os 16 países da SADC são conhecidos na região, no continente e a nível internacional através de canais de comunicação social – Media ou Imprensa –, que acrescenta valor no papel da diplomacia formal para o bem das comunidades e dos governos.

No entanto, o tratamento da Media na região varia. Alguns países reconhecem a importância da independência e da liberdade da Media para o bem das comunidades e dos governos mas outros são relativamente mais fechados.

A África do Sul, o país mais industrializado da região, é um dos mais abertos. A Corporação de Radiodifusão da África do Sul (SABC), com cinco canais de televisão e 19 estacões de rádio domina o mercado da Media electrónica.

A SABC é uma instituição pública de comunicação social.

Há, na África do Sul, canais privados de televisão e estacões de rádio. Também há muitos jornais diários, electrónicos, e semanários. Mais de 200 jornalistas nacionais e estrangeiros estão registados como correspondentes de órgãos de comunicação social estrangeiros.

Restrições de exercício de jornalismo são mínimas ou quase inexistentes na África do Sul.

Entretanto, no Zimbabwe e na Suazilândia jornalistas estrangeiros são menos bem vindos para a cobertura de eventos locais. Oficiais da migração nas fronteiras e nos aeroportos zimbabueanos dificultam a entrada de jornalistas estrangeiros, mesmo da região da SADC, sem convites formais do Ministério de Informação local.

Um meu amigo contou-me que em duas vezes ficou mais de duas horas no Aeroporto Internacional Robert Mugabe a negociar a sua entrada com uma câmara de filmar.

A primeira vez, a câmara foi retida no aeroporto por oficiais aduaneiros e só foi libertada com a intervenção de pessoal da sua embaixada.

Nas recentes eleições gerais e presidenciais, a Comissão da Media do Zimbabwe cobrava 200 dólares dos Estados Unidos da América para o registo de cada jornalista para efeitos da cobertura das eleições e a Comissão Eleitoral cobrava 20 dólares norte-americanos para jornalista da região da SADC e USD100 para jornalista de fora da região.

Os relatórios preliminares das Missões de Observação Eleitoral da SADC, União Africana e da União Europeia indicaram que a Corporação de Radiodifusão do Zimbabwe (ZBC), e jornais do Estado fizeram cobertura parcial das eleições a favor do partido no poder e do seu candidato.

Mas estes órgãos são financiados por impostos de todos os zimbabueanos incluindo cidadãos da oposição. São sinais da existência de ignorantes do papel da Media na África Austral.

THANGANI WA TIYANI

Este artigo foi publicado em primeira mão na versão PDF do jornal Correio da manhã, edição de 08 de Agosto de 2018 na rubrica semanal O RANCOR DO POBRE

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