WinnieMandela éa maior combatente feminina da libertação em África
A maioria dos jovens sul-africanos identifica Nomzamo Winifred Zanyiwe Madikizela, mais conhecida por Winnie Madikizela-Mandela como a maior combatente feminina da libertação em África.
Ao que o jornal Redactor apurou, esta proclamação deverá ser formalmente feita no próximo domingo, no âmbito das comemorações do 70.º aniversário da Marcha das Mulheres de 1956.
De acordo com o estudo, 51% dos inquiridos apontam Winnie Mandela (26 de Setembro de 1936/02 de Abril de 2018) como a principal figura feminina da luta contra o apartheid, superando largamente outras referências nacionais como Albertina Sisulu (6%) e Helen Joseph (5%).
Numa avaliação paralela sobre as figuras que mais se sacrificaram pelo movimento anti-apartheid, 36% dos jovens indicam Winnie Mandela, posicionando-a como a mulher mais bem classificada, atrás de Nelson Mandela (61%) e de Steve Biko (37%).
O inquérito revela ainda um elevado reconhecimento do seu legado: 89% dos participantes consideram-na um dos maiores ícones da luta anti-apartheid, enquanto 81% entendem que foi a líder que mais sacrificou no contexto da libertação. Ao mesmo tempo, 76% defendem que as suas acções devem ser analisadas à luz do contexto do regime do apartheid.
Os dados são divulgados poucos meses após a estreia do documentário “The Trials of Winnie Mandela”, lançado pela Netflix em Abril, que reavivou o debate público sobre o papel e a herança política da dirigente.
O estudo coincide com o Dia Nacional da Mulher na África do Sul, marcado por preocupações actuais: 95% dos jovens inquiridos manifestam inquietação com a violência baseada no género e feminicídio, e 93% consideram insuficiente a proteção dos direitos das mulheres.
Realizado em Março de 2026, o Africa Youth Survey abrangeu 4.901 jovens entre os 18 e os 24 anos em 16 países africanos, constituindo a maior edição do estudo desde a sua criação em 2020.
Vale recordar que a Marcha das Mulheres ocorreu a 09 de Agosto de 1956, em Pretória, África do Sul, com cerca de vinte mil mulheres a marcharem até os Union Buildings (sede do Governo sul-africano) para protestar contra as leis de passe do regime do apartheid, que exigiam que mulheres negras portassem documentos restritivos de circulação.
©Redactor
Este artigo intitulado foi publicado em primeira-mão na versão PDF do jornal Redactor, na sua edição de 07 de Agosto de 2026.
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